O governo de Goiás oficializou nesta sexta-feira (17) a adesão ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, criado pelo governo federal para tentar reduzir os impactos da alta do diesel no país. O termo foi assinado pelo governador em exercício, Daniel Vilela, e integra a estratégia nacional de subsídio temporário ao combustível em meio à pressão provocada pela crise internacional do petróleo.
A medida foi instituída pela Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, e regulamentada pelo Decreto nº 12.931, publicado em 15 de abril. O programa prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida igualmente entre União e estados, com participação de R$ 0,60 de cada lado.
Segundo Daniel Vilela, a adesão busca reduzir os efeitos do aumento do combustível sobre a economia goiana, especialmente no transporte rodoviário, principal modal logístico do país. Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou que a iniciativa pretende ajudar a conter os preços nas bombas e garantir o abastecimento em um cenário de instabilidade internacional.
“Somos um dos estados que mais consomem diesel no Brasil. Não poderíamos permitir que a nossa economia fosse afetada pela crise internacional do petróleo e pela instabilidade global”, declarou.
Impacto do diesel na economia e transporte
O diesel tem peso estratégico na economia brasileira por abastecer grande parte da frota responsável pelo transporte de cargas e mercadorias. Qualquer reajuste no combustível costuma gerar efeito em cadeia sobre fretes, custos logísticos e preços ao consumidor.
Daniel Vilela já havia antecipado, durante sua posse em 31 de março, que Goiás participaria do programa federal. Na ocasião, destacou que novos aumentos no diesel poderiam ampliar os custos do transporte rodoviário e pressionar ainda mais a inflação. O termo de adesão estabelece que a contrapartida financeira do estado será feita por meio de retenção automática no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), seguindo orientação do decreto federal que regulamenta o programa.
De acordo com levantamento da Secretaria da Economia de Goiás, o limite estimado de recursos que poderão ser destinados pelo estado para subsidiar o diesel chega a R$ 107,2 milhões até 31 de maio de 2026. A adesão de Goiás foi definida após reuniões entre o governo estadual, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
