Gestão de frotas pode reduzir perdas causadas pelo trânsito

Por Freelers

- setembro 4, 2014

Visando as pessoas que dependem dos trânsito, ou por ter seus empregos envolvidos com veículos, ou para aqueles que dependem de frotas para entregar seus produtos ou serviços, as empresas de gestão de frotas desenvolveram diferentes soluções tecnológicas para este problema tão comum.
 
É o que afirma Ricardo Albergard, presidente da AGEV – Associação de Gestão de Despesas de Veículos, que reúne empresas responsaveis por 95% desse mercado. “Além da emissão de relatórios para a gestão de despesas, que são fundamentais para quem quer reduzir os gastos, algumas oferecem serviços de telemetria, por meio dos quais é possível rever rotas e realocar veículos já em trânsito.  Outras, apoiam seus clientes para entrar no mercado de créditos de carbono”. 
 
A gestão das despesas com veículos vai permitir uma redução de custos de 40%, e uma média de 20% nos gastos com combustíveis e manutenção. Quem afirma isso é Eleuvan Pereira e Silva, diretor da AGEV, que complementa: ” Em um cenário tão adverso como o nosso, no qual o trânsito onera a frota leve urbana, e as condições das estradas elevam os custos das frotas pesadas, o especialista em gestão de despesas se torna um apoio estratégico ao gestor de frotas empresariais”.
 
A questão do trânsito tende a se tornar cada vez mais relevante para empresas que dependem de frotas motorizadas para comercializar seus produtos ou serviços. São Paulo, por exemplo, emplacou mais de 350 veículos novos por dia em 2013.  
 
Um estudo divulgado pela FIRJAN mostra que no Rio de Janeiro e São Paulo, o trânsito foi responsavel por prejuizos superiores a R$ 98 bilhões em 2013, o que representa 2% da produção total do país. No caso da capital fluminense, as perdas foram de R$ 29 milhões, ou 8,2% do PIB metropolitano, já na paulista foram de R$ 69,4 bilhões, ou 7,8% do PIB metropolitano. 
 
Outro estudo, conduzido por Marcos Cintra, vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, mostrou que a despesa a mais com gasolina e com diesel por conta do trânsito chegou perto de R$ 10 bilhões em 2012 em São Paulo.  Some-se a isso o que a cidade deixou de ganhar nesse mesmo ano por conta do trânsito – nada menos que R$ 30 bilhões – e alcançamos a uma cifra que corresponde a quase 1% do produto interno bruto do Brasil no período.
 
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