A trajetória do Grupo Gelog é marcada por uma evolução orientada pelas necessidades dos clientes. O que começou como uma transportadora rodoviária expandiu-se para um portfólio robusto e integrado. Hoje, a empresa oferece soluções que vão desde o transporte de cargas de importação, exportação e cabotagem, originadas no Porto de Santos, até serviços de terminal e armazenagem.

Em entrevista à Frota&Cia, o diretor da empresa, Blancher Sousa conta que “a Gelog foi se adaptando e se moldando no atendimento dos clientes ativos e, claro, isso abriu um mercado para prospecções”, explica o executivo.
Possuir um terminal Redex (Recinto Alfandegado) próprio é um dos grandes diferenciais da companhia, permitindo uma operação aduaneira ágil e segura. Sousa detalha como essa estrutura se integra ao serviço de transporte para oferecer um “pacote completo”. Em cenários de alta demanda portuária, o terminal próprio evita que o cliente perca o embarque. “Muitas vezes você chega com a carga do teu cliente aqui no Porto de Santos, mas ainda não tem um gate (portão) aberto. O Redex vem para trazer essa tranquilidade para o cliente”, afirma, explicando que a carga pode ser armazenada, passar pelos trâmites da Receita Federal e estar pronta para embarque no momento certo. Essa capilaridade se estende a filiais estratégicas em São Paulo, Pindamonhangaba, Paulínia, Guarulhos (para carga aérea) e, mais recentemente, em Itajaí (SC), visando o mercado da região Sul.
Locação

Com uma frota de 300 veículos e 700 semirreboques, todos próprios, a Gelog sempre priorizou o controle total sobre seus ativos. No entanto, o mercado em transformação exige novas avaliações. Blancher Sousa revela que a empresa iniciou um projeto-piloto em janeiro com a aquisição de cinco veículos no modelo de locação. O objetivo é testar a viabilidade econômica dessa modalidade, focando principalmente na redução dos custos de manutenção, apontado por ele como o “principal calcanhar de Aquiles dos transportadores“. O experimento, que deve durar um ano, visa comparar a rentabilidade e os gastos com manutenção entre os modelos de frota própria e locada, buscando a eficiência financeira sem perder a qualidade operacional.
Proximidade com o cliente
Um dos cases de maior sucesso da Gelog ilustra perfeitamente sua capacidade de gerar valor através da inteligência logística. Diante da dificuldade de um grande cliente em Pindamonhangaba (SP) com espaço e altos custos de estadia (demurrage e detention), a empresa propôs uma solução ousada, que consistiu na instalação de uma filial literalmente em frente à fábrica do cliente.
A operação in house permitiu que os veículos descarregassem no terminal da Gelog, e não diretamente na fábrica, criando um pulmão de estoque. Isso zerou os custos com estadia de contêineres e veículos, um ganho milionário para o cliente, e otimizou a frota da transportadora, que passou a operar 24 horas, de acordo com sua própria programação. “A empresa de transporte não vive de cobrança de estadia, ela precisa ter um veículo rodando”, resume Blancher Sousa. O resultado foi a conquista de 100% do negócio daquele cliente, que antes era dividido com quatro ou cinco concorrentes. O modelo, replicado em Paulínia, Guaratinguetá – ambas no interior paulista – e agora em Itajaí, prova que a integração entre infraestrutura, planejamento e foco no cliente é a fórmula para um crescimento sólido e duradouro.
