Gasolina e diesel terão aumento de 5% em seu valor

Por Freelers

- setembro 27, 2013

O reajuste pode ocorrer no mês de outubro

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O reajuste pode ocorrer no mês de outubro


O governo deve aprovar um reajuste para os preços da gasolina e do diesel até o fim do ano. A ideia original, segundo uma fonte ligada ao Planalto, é corrigir os preços dos dois combustíveis em 5%. Ainda de acordo com a fonte, existe espaço em outubro para aplicar a correção dos combustíveis, devido à estabilidade recente da taxa de câmbio, no patamar de R$ 2,20, e a uma “certa folga” no Índice de Preços ao Consumidor Ampla (IPCA), o índice oficial de inflação do país.

Os dados de inflação sugerem que o Banco Central ainda tem uma pequena “gordura” para acomodar na variação do IPCA deste ano um reajuste de preços da gasolina. Desde janeiro que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) considera, para efeito da avaliação prospectiva da inflação, que “a projeção de reajuste no preço da gasolina se situa em torno de 5%, para o acumulado de 2013”. De lá para cá, no entanto, o aumento da gasolina na bomba foi de 2,5%, embora o reajuste de preço na refinaria tenha sido maior, de 6,6% no início do ano. Com isso, haveria uma margem de correção de preços já contabilizada nas projeções inflacionárias, mas não efetivada.

Com o adiamento da decisão do Federal Reserve (Fed), de iniciar a normalização da política monetária americana, e de uma certa acomodação da taxa de câmbio, abre-se uma “janela” para a presidente Dilma Rousseff decidir sobre os preços da Petrobras no curto prazo, seja em outubro ou novembro. A “gordura” do BC é relativa. Ela é considerada em relação ao objetivo da autoridade monetária de encerrar 2013 com uma inflação menor do que os 5,84% de 2012 e não em comparação com a meta de 4,5%.

No último boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a expectativa de elevação do IPCA para este a no é de 5,81%. Com a taxa de câmbio na casa de R$ 2,20 a defasagem entre os preços internos e externos dos combustíveis seria de 10% na gasolina e de 18% no óleo diesel.

O aumento de 5% da gasolina na refinaria teria um impacto direto de cerca de 10 pontos base na variação do IPCA. Seria, pelo processo de indexação que ainda vigora na economia, uma inflação adicional para ser incorporada nos preços dos aluguéis, tarifas administradas, salário mínimo, benefícios previdenciários, dentre outros. Em contrapartida, equacionaria parte do problema da Petrobras e o governo estaria dando início à correção dos preços monitorados, atualmente sob estrito controle. Para uma inflação acumulada em doze meses de 8% nos preços livres, os monitorados tiveram reajuste de apenas 1,3%, o que se configura como uma distorção no sistema de preços que mais cedo ou mais tarde terá que ser resolvida.

Na última semana, o conselheiro da Petrobras Sergio Quintela afirmou que o conselho de administração da estatal reconhece a necessidade de alinhamento de preços dos derivados em relação ao mercado internacional. Ele, no entanto, disse que não havia decisão sobre quando o reajuste deveria ocorrer e de que forma – uma única vez ou parceladamente.

FONTE: Valor Econômico – SP

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