Frete de cargas acumula alta de 16,8% em 12 meses no Brasil

Por Victor Fagarassi

- maio 13, 2026

Frete de cargas acumula alta de 16,8% em 12 meses no Brasil

O preço do frete rodoviário de cargas no Brasil avançou 6,93% em abril na comparação com março, atingindo média de R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado. Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), levantamento divulgado pela Frete.com, plataforma digital de transporte rodoviário de cargas da América Latina.

Na comparação anual, o indicador acumulou crescimento de 16,8% frente a abril de 2025, quando o valor médio era de R$ 0,369 por tonelada/km. Segundo a empresa, o movimento reflete a forte demanda logística impulsionada pelo escoamento da safra agrícola, além dos impactos do cenário internacional e da alta dos combustíveis.

A Frete.com reúne atualmente cerca de 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados no Brasil. De acordo com a plataforma, a combinação entre maior circulação de cargas e aumento dos custos operacionais tem sustentado a valorização do frete em diferentes regiões do país.

O Sudeste permaneceu com o maior valor médio de frete em abril, alcançando R$ 0,472 por tonelada/km rodado. Em seguida aparecem as regiões Sul, com R$ 0,417, Nordeste, com R$ 0,368, Centro-Oeste, com R$ 0,322, e Norte, com R$ 0,310.

Na análise histórica do índice, o mercado de transporte rodoviário segue operando acima dos níveis registrados em 2025. A evolução de R$ 0,369 para R$ 0,431 em um intervalo de 12 meses reforça a pressão sobre os custos logísticos e a valorização das operações de transporte no país.

Entre os tipos de implementos avaliados pela plataforma, os caminhões baú registraram o maior preço médio de frete em abril, chegando a R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

Já os segmentos de graneleiros e caçambas, diretamente ligados ao agronegócio e ao transporte da safra, continuaram em patamares elevados. Entre janeiro e abril de 2026, os fretes dessas categorias avançaram 12,5% e 16,3%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo Charles Monteux, o transporte da safra agrícola segue como um dos principais fatores de pressão sobre a logística nacional. “A movimentação da safra agrícola continua exercendo pressão importante sobre a logística nacional, especialmente em rotas de longa distância e corredores estratégicos de exportação, além dos impactos do cenário geopolítico”, afirma.

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