Tecnologias sustentáveis e inteligentes estão transformando os pneus em componentes ativos, capazes de se autorregular e até mesmo se autorreparar.

A evolução dos pneus está longe de se limitar a borracha e estrutura. Em um futuro próximo, eles serão sistemas inteligentes, integrados à Internet das Coisas (IoT) e capazes de se adaptar dinamicamente às condições da estrada. O Grupo Sumitomo, proprietário da marca Dunlop, já trabalha em tecnologias que vão além do simples monitoramento de pressão, hoje comum em veículos modernos, bem como avança para soluções que prometem melhorar drasticamente a segurança e a eficiência no transporte.reUma das apostas da Sumitomo é o Active Tread, uma tecnologia que permite à banda de rodagem ajustar suas propriedades químicas conforme o ambiente. Em temperaturas muito baixas, o composto fica mais macio para garantir aderência na neve. Já em dias chuvosos, a borracha ganha flexibilidade para aumentar o contato com o solo, reduzindo o risco de aquaplanagem. No calor extremo, o material se torna mais rígido, evitando desgaste acelerado. “Essa inovação já está sendo testada em linhas específicas no Japão, onde as condições climáticas variam drasticamente”, explica Alex Rodrigues, gerente de Processos da Dunlop. “A ideia é que, no futuro, os pneus não apenas se adaptem, mas também gerem dados em tempo real sobre temperatura, umidade e condições da pista, contribuindo para uma condução mais segura“, complementa.
Autorreparo
Outro avanço em estudo é a capacidade de autorreparo. “Imagine um pneu que, ao sofrer um furo, usa um composto especial que se liquefaz sob baixa pressão, preenchendo a perfuração. Quando a pressão é restaurada, o material se solidifica novamente, selando o dano sem que o motorista precise intervir”, antecipa.
Além disso, a integração com IoT permitirá que os pneus enviem informações detalhadas para sistemas de gestão de frotas, otimizando manutenções e reduzindo custos operacionais. “Isso será crucial para frotas de carga e veículos de alto padrão, onde a eficiência é crítica”, destaca o especialista.
