Dirigíveis para transporte de carga atraem empresas para expandir negócios

Por Freelers

- novembro 13, 2014

Rio – O uso de dirigíveis no Brasil para transporte de carga em regiões remotas do país, como apoio no pré-sal e no monitoramento de áreas ambientais, além de na área de segurança pública, já ultrapassou a fase de estudos e começa a se tornar realidade. Projetos como estes são comuns em países como Canadá e Rússia, onde condições climáticas e topografia mais difícil tornam o uso deste tipo de transporte o mais viável em locais em que aviões, por menores que sejam, e barcos têm mais dificuldades ou não chegam.

Hoje, pelo menos três empresas estão trabalhando para que o Brasil venha a ter um parque fabril voltado para dirigíveis que atendam ao transporte de carga e também aos setores de segurança e meio ambiente. As versões feitas para a publicidade já têm diversos fabricantes por aqui, que desenvolvem modelos indoor e outdoor para grandes empresas em eventos e ações de marketing.

Um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que, mesmo com os riscos habituais e inerentes de um projeto inovador que tem padrões tecnológicos bem específicos, o uso de dirigíveis no Brasil como modal de transporte traria vantagens como a capacidade de transportar cargas de até 200 toneladas a locais de difícil acesso. 

O estudo lembra, ainda, que a utilização de dirigíveis no Brasil teve início com o transporte de passageiros (zepelins), prosseguiu com os blimps navais antissubmarinos na Segunda Guerra Mundial e chegou aos tempos recentes na forma de veículos de mídia para a publicidade. E que a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro empregou um blimp tripulado e equipado com diversos tipos de sensores pelo período de alguns meses no fim de 2002.

O apoio do banco a esse tipo de modal já foi corroborado, com o financiamento de R$ 100 milhões para a empresa Airship do Brasi, que está construindo uma fábrica em São Carlos (SP) para fabricar dirigíveis com capacidade de transportar até 200 toneladas de equipamentos e terá atuação nas regiões Norte e Nordeste. A empresa também recebeu apoio da agência de fomento Investe São Paulo. Um dos clientes é a Eletronorte, que usará os dirigíveis para transporte de equipamentos na região Norte do país.

Outra fabricante que está trabalhando com projetos de dirigíveis é a Munguba Soluções Ambientais, com sede em Manaus (AM). Segundo uma fonte do setor, a empresa decidiu usar modelos fabricados pela da alemã CargoLifter. A atuação da Munguba será na região Norte do país, também no transporte de equipamentos para empresas e em cargas de alto valor agregado.

Fonte: Brasil Econômico

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