Crise no transporte público gera prejuízo de R$ 14,24 bilhões

Agravamento na crise do transporte público gerou prejuízo de R$ 14,24 bilhões ao setor, nos últimos 14 meses, segundo estudo realizado pela NTU.

Por Priscila Ferreira

- maio 27, 2021

Agravamento na crise do transporte público gerou prejuízo de R$ 14,24 bilhões ao setor, nos últimos 14 meses, segundo estudo realizado pela NTU.

Agravamento na crise do transporte público gerou prejuízo de R$ 14,24 bilhões ao setor, nos últimos 14 meses. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) realizou um monitoramento sobre o impacto da pandemia no setor. O estudo traz dados que vão de 16 de março de 2020 até 30 de abril de 2021. Em destaque, a interrupção da prestação de serviços de 25 operadoras, 1 consórcio operacional e 76.757 demissões.

O relatório também aponta que, nos últimos 14 meses, 88 sistemas de transporte público por ônibus foram atingidos por 238 movimentos grevistas. Desse modo, ocasionou na interrupção de oferta de serviços em várias cidades. Na maioria dos casos, as manifestações foram motivadas por falta de caixa nas empresas para pagamento de salários e benefícios aos colaboradores.

Seja como for, a pandemia também deixou um grave saldo negativo quanto à prestação de serviços. No período avaliado, 13 operadores e 1 consórcio suspenderam suas atividades; 2 operadoras, 1 consórcio operacional e 1 sistema BRT (do Rio de Janeiro) sofreram intervenção na operação; 5 operadores enceraram as atividades e 4 tiveram contrato suspenso.

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As causas

A crise, de modo geral, tem sido agravada por fatores como, desequilíbrio econômico-financeiro causado pela forte queda na demanda de passageiros. Além disso, a ausência de auxílio emergencial governamental para amparar a reestruturação do setor.

O estudo também aponta insatisfação da população com a redução ou interrupção da oferta de transporte público.

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“É muito importante destacar que, lamentavelmente, esse cenário só tende a piorar, enquanto o Poder Público nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal – não atentar para as necessidades desse sistema. Há uma necessidade emergencial, de ajuda financeira imediata, e uma necessidade de longo prazo, de reestruturação total da forma de contratação e operação dos serviços, como já foi proposto ao Governo Federal. Essas mudanças são consenso entre todas as entidades do setor, especialistas e organizações da sociedade civil ligadas ao transporte público”, complementa o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha. Ele enfatiza que, se nada for feito, o transporte público, em especial o ônibus coletivo urbano, não se sustentará por muito tempo e não sobreviverá após a pandemia, especialmente se for mantido o atual modelo de remuneração do serviço.

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