A aquisição da britânica Comma Oil pela Cosan, anunciada ontem, deve elevar o faturamento da divisão de lubrificantes da empresa brasileira em 15% a 20%, de acordo com o presidente da presidente da Cosan Lubrificantes e Especialidades, Nelson Gomes. Considerando o faturamento da Cosan CL de cerca de R$ 1 bilhão, os ganhos podem chegar a R$ 200 milhões.
O investimento da Cosan no negócio foi inferior a US$ 100 milhões (a cifra exata não foi revelada), pagos à controladora Esso Petroleum Company (Epco). A Comma Oil é uma das cinco principais produtoras de lubrificantesda Inglaterra, com participação de 15% no segmento de veículos de passeio.
Gomes explica que a transição de controle da Esso para a Cosan vai se estender por um período de três a seis meses. O atual CEO da Comma Oil, David Hopkinson, concordou em permanecer no comando da empresa britânica depois que a Cosan assumir o controle. Para Hopkinson, a aquisição da Comma irá trazer para a Cosan, além do crescimento do mercado e da receita, excelência em boas práticas de varejo. “O mercado europeu é mais maduro e com certeza temos muito o que aprender.”
Na Inglaterra, a Comma Oil opera em três linhas. A principal em geração de receita é a de produtos automotivos, como lubrificantes e acessórios da marca Comma. Outra atividade é a produção e venda de produtos auxiliares e completares com a marca Mobil. E uma terceira linha seria a distribuição dos lubrificantes da Mobil.
“Temos várias avenidas para trilhar, mas primeiro vamos focar nossos esforços para que a transição seja tranquila”, disse Gomes. Segundo ele, a aquisição abre uma porta da Cosan no mercado europeu, mas ainda não há um plano fechado de como a empresa pretende crescer no Reino Unido e na Europa.
A produção da Comma Oil, feita em Kent, no sudoeste inglês, é exportada para outros países europeus e asiáticos. No Brasil, a Cosan Combustíveis e Lubrificantes possui uma fatia de 15% do mercado de lubrificantes, incluindo veículos leves, pesados e também a linha industrial.
O Estado de S.Paulo
