O anúncio da Petrobras de que vai cortar investimentos – US$ 3 bilhões neste ano e US$ 8 bilhões em 2016 – foi considerado “péssimo” pelo presidente da Abimaq (Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso Dias Cardoso.
“Isso vai ser péssimo para nós, que já vivemos de encomendas antigas. Na verdade, os fornecedores do setor de petróleo e gás sofrem há tempos”, afirmou Velloso.
Hoje, a saída para o segmento de máquinas e equipamentos com foco na indústria petroleira é “sobreviver de manutenção”, disse o executivo.
Ele acrescentou ainda que o ambiente atual, de predomínio da Petrobras como compradora, é prejudicial aos fornecedores. “O conceito de cliente único é ruim sob vários aspectos. Um deles é o que está acontecendo agora com a Petrobras“, enfatizou o presidente da Abimaq.
Para o presidente do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Jorge Camargo, que representa empresas petroleiras de grande porte, inclusive a Petrobras, o momento exige “corte de custo, mais disciplina de capital e inovação tecnológica”.
Pela estimativa do IBP, no Brasil, a soma de investimento de petroleiras deve ser de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões em 2016. “É pouco. No mundo todo, as contratações giram em torno de US$ 700 bilhões, 10% disso poderia vir para o Brasil”, complementou.
A indústria petroleira – incluindo as produtoras de petróleo e as principais associações representantes dos segmentos fornecedores – elaborou uma “Agenda Mínima para o Setor Petróleo”, que será apresentada ao ministro de Minas e Energia na semana que vem, no dia 13.
Fonte: O Estado de S. Paulo