Concessão da BR-163 resolve gargalo da região

Por Freelers

- dezembro 18, 2013

Mas o frete pode chegar a 20% mais caro

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Mas o frete pode chegar a 20% mais caro

A BR-163 foi leiloada nesta terça-feira para a iniciativa privada, que vai explorar o trecho por 30 anos. Na análise positiva, a duplicação vai resolver um gargalo logístico, proporcionar maior segurança e reduzir gastos (como combustível e pneu). Porém, a mesma cobrança de pedágio – R$ 4,38 a cada 100 quilômetros – deve encarecer o frete em até 20%, com reflexo direto no bolso dos consumidores.

Presidente do Setlog/MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística), Claudio Cavol, avalia que o pedágio somente seria competitivo se tivesse teto de R$ 3. “Encarece o transporte, com reflexo para o produtor como também para os consumidores”, afirma.

Ele compara o preço com o do Mato Grosso, onde o pedágio na BR-163 será de R$ 2,62 por eixo. “Esse valor foi sadio para a economia do Estado vizinho”. Para Cavol, a tendência é que caminhoneiros que seguem do Mato Grosso para o Porto de Paranaguá, no Paraná, cortem caminho por Goiás, fugindo da cobrança em Mato Grosso do Sul.

O presidente do Setlog exemplifica que um “rodotrem”, veículo com nove eixos, pagará R$ 39,42 a cada praça de pedágio, que, ao todo, vão chegar a nove pontos de cobrança. “Serão R$ 355 para atravessar o Estado. Lembrando que a carga do agronegócio não tem grande valor agregado”, salienta.
Ainda para demonstrar como a cobrança onera o frete, Claudio Cavol explica que o transporte de 37 toneladas de soja, com valor de R$ 150 a tonelada, é de R$ 5.550. Caso o caminhão parta da região Sul do Estado em direção ao Paraná, deve gastar R$ 200 em pedágio. Ou seja, 4% do valor do frete será consumidor pela cobrança para utilizar a via.

FONTE: GUIA DO TRANSPORTADOR

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