Governo mantém obrigação de airbags e ABS para 2014

Por Freelers

- dezembro 18, 2013

Mas segundo Mantega, a Kombi será “perdoada” de seguir a legislação

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Mas segundo Mantega, a Kombi será “perdoada” de seguir a legislação

As pressões contrárias parecem ter funcionado e os airbags frontais e os freios com ABS serão obrigatórios em todos os veículos vendidos no País a partir de 1º de janeiro de 2014. Ou quase todos, já que a Volkswagen Kombi poderá ser “perdoada” de seguir a legislação, porque segundo explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, “não é caminhonete, não é automóvel, não é veículo; é um produto diferente, sem similar”. A frase – esclarecedora para demonstrar o conhecimento do ministro sobre o que vem a ser um veículo – foi replicada pela Agência Brasil logo após uma reunião de duas horas no gabinete de Mantega, em Brasília, com representantes da Anfavea, a associação dos fabricantes, do sindicato dos metalúrgicos e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Na semana passada, Mantega tinha anunciado que a exigência provavelmente seria adiada, para evitar demissões e aumentos de preços dos carros calculados entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, o que poderia causar queda das vendas. Mas durante a reunião foi decidido que a obrigatoriedade de ABS e airbags não será adotada imediatamente após a virada do ano, conforme determinam as resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ambas de 2009.

Em entrevista coletiva após a reunião, depois de dizer que a Kombi não é um veículo, Mantega disse que o governo estudará a criação de uma exceção. “Não houve resistência das montadoras em criar um waiver [perdão] para as Kombis porque o produto não tem concorrência”, afirmou. Mas a decisão ainda não está tomada. “É algo que ainda vai ser analisado”, declarou o ministro, que marcou outra reunião com representantes da indústria na próxima semana.

Caso a proposta seja levada adiante, a Volkswagen poderá continuar a fabricar a Kombi, mas terá um problema de credibilidade a resolver, após ter lançado campanha publicitária anunciando o fim do modelo e fazer consumidores acreditarem em comprar por R$ 85 mil a série Last Edition (foto), que seria a fornada final de 2 mil unidades do utilitário. Contudo, o pleito da Fiat por um perdão similar para o Mille não encontrou a mesma compreensão dos concorrentes. Segundo Mantega, não houve concordância das outras empresas porque o Mille tem similares produzidos por outras montadoras no País.

FONTE: AUTOMOTIVE BUSINESS

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