Ao contrário do esperado pelo governo brasileiro, a Argentina não deverá concordar em ampliar o acordo bilateral automotivo neste ano, segundo informações divulgadas pelo jornal “Clarín”. De acordo com o tratado atual, que vence em 30 de junho, para cada US$ 1,50 em peças e carros vendidos para a Argentina, o Brasil precisa comprar US$ 1.
A intenção do governo era tornar o acordo mais amplo, em direção aolivre-comércio que se pretende estabelecer nos próximos anos. A Argentina, porém, deverá apresentar uma proposta na próxima segunda-feira, 28, para manter os negócios como estão por pelo menos até junho de 2017.
A intenção do governo de Mauricio Macri é proteger a indústria automotiva argentina. Nos dois primeiros meses do ano, houve queda de 25% na produção de veículos no país.
O Brasil é apontado como um dos principais responsáveis pela crise no setor argentino, que teve retração de 43% das exportações em janeiro e fevereiro na comparação com igual período de 2015.
Fonte: Folha de S. Paulo
