A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) voltou a solicitar a normalização do transporte de cargas pela hidrovia Tietê-Paraná, que está com a navegação prejudicada há dois meses e completamente interrompida há mais de 20 dias.
A medida foi tomada porque o nível dos rios está mais baixo, em razão da estiagem, especialmente na região Sudeste. Além disso, os recursos hídricos têm sido prioritariamente destinados para a geração de energia elétrica para o estado de São Paulo, já que, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema), os reservatórios das usinas hidrelétricas nas duas regiões estão, em média, com 35% da capacidade.
Na última reunião realizada para debater o tema, no dia 11 de julho, o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, destacou o risco de demissões por empresas que realizam o transporte fluvial pela hidrovia e reflexos em congestionamentos nos acessos ao Porto de Santos e ao Porto de Paranaguá, já que a alternativa para o transporte da carga que normalmente iria pelos rios é o transporte rodoviário.
Para a Antaq, o uso múltiplo das águas deve ser respeitado e espera que os setores envolvidos busquem uma solução para o impasse. Conforme a Agência, previsão repassada pelo ONS aponta, no entanto, que o transporte de cargas na hidrovia deve ser retomado somente em novembro.
FONTE: CNT
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