O mercado brasileiro de implementos rodoviários pode crescer, em média, 6% ao ano até 2030, segundo projeção da Redirection International. A expectativa considera a renovação da frota de caminhões, a atividade do agronegócio, os investimentos em infraestrutura e logística e a redução gradual das taxas de juros.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR) mostram recuperação gradual em 2026. O setor emplacou 95.513 unidades entre janeiro e agosto, queda de 2,7% ante o mesmo período de 2025. A retração havia sido de 13,7% no primeiro trimestre e chegou a 4,8% em julho. Em 2025, foram 149.206 unidades, recuo de 6,3% em relação ao ano anterior.
Entre os fatores que podem apoiar a demanda estão a estimativa de 360,8 milhões de toneladas para a safra 2025/26, alta de 2,4%, e a idade média de 12 anos e 3 meses da frota brasileira de 2,28 milhões de caminhões. O programa Move Brasil 2 prevê R$ 21,2 bilhões em recursos, com implementos entre os itens financiáveis.
A Redirection avalia que a retomada também pode ampliar as operações de fusões e aquisições (M&A). Os cinco maiores fabricantes respondem por cerca de 73% dos emplacamentos. Já os segmentos de componentes, acessórios, amarração, elevação e produtos especializados são mais fragmentados, o que pode abrir espaço para aquisições e consolidação.
Segundo Adam Patterson, sócio da Redirection International, fabricantes buscam ampliar a oferta de produtos, controlar etapas da cadeia e acessar o mercado de reposição. Grupos internacionais também podem procurar oportunidades de entrada ou expansão no Brasil e no Mercosul.
Até agosto de 2026, o setor havia emplacado 95,5 mil unidades. As exportações cresceram 17,7% até julho, segundo os dados citados pela empresa. Para atrair compradores e negociar valor, Patterson destaca a importância de informações financeiras consistentes, capacidade industrial, canais de distribuição e planos de crescimento definidos.




