O preço do diesel S10 segue pressionando o setor de transporte rodoviário no Brasil. Levantamento da TruckPag aponta que o combustível acumulou alta de 29,45% em apenas um mês, elevando os custos logísticos e impactando diretamente as operações das transportadoras. Apesar de um recuo registrado no levantamento realizado em 20 de abril, o valor médio nacional do diesel ainda permanece 21,81% acima do patamar observado antes do início da guerra que influenciou o mercado internacional de petróleo.
Os dados da empresa são baseados em abastecimentos realizados em diferentes regiões do país, permitindo acompanhar a oscilação dos preços em tempo real. Segundo a análise, a volatilidade do diesel afeta não apenas o transporte de cargas, mas também contratos logísticos, custos tributários e o planejamento financeiro das empresas do setor.
O cenário dos combustíveis no Brasil continua marcado pela instabilidade causada pelas oscilações do petróleo no mercado externo, pela variação cambial e pela política de preços das refinarias. Nos últimos meses, transportadoras e embarcadores vêm enfrentando dificuldades para absorver os aumentos sem repassar os custos ao frete, enquanto o setor acompanha discussões sobre reajustes, competitividade e impactos na inflação. A expectativa do mercado é de que o diesel continue sujeito a variações ao longo do ano, principalmente diante das tensões geopolíticas e da demanda global por combustíveis.
Bahia lidera ranking do diesel mais caro do Brasil
O estudo da TruckPag também identificou os estados com maior aumento no preço do diesel desde 28 de fevereiro. A Bahia segue na liderança do ranking nacional, registrando pico histórico de alta de R$ 2,32 por litro no dia 5 de abril. Já o Rio Grande do Sul apresentou a menor variação entre os estados analisados.
Confira os estados com os maiores aumentos acumulados no preço do diesel:
- Bahia: alta de 32,49%;
- Sergipe: aumento de 23,68%;
- Maranhão: crescimento de 23,56%;
- São Paulo: avanço de 22,56%;
- Minas Gerais: alta de 22,05%;
- Santa Catarina: aumento de 21,72%;
- Paraná: crescimento de 21,55%;
- Pernambuco: avanço de 26,46%;
- Tocantins: alta de 24,22%;
- Goiás: aumento de 20,69%;
- Rio Grande do Sul: crescimento de 18,98%.
Segundo Kassio Seefeld, o diesel representa uma das principais despesas das transportadoras, o que amplia os efeitos da alta sobre o caixa das empresas. O executivo destaca que o reajuste do combustível nem sempre é repassado rapidamente ao valor do frete, reduzindo as margens operacionais do setor e exigindo maior controle sobre custos e abastecimento.
