Agrishow 2026 tem mais de R$ 11 bilhões em possíveis negócios

Volume é 22% inferior ao registrado no ano passado, mas organizadores apostam em recuperação do mercado de máquinas agrícolas

Por Gustavo Queiroz

- maio 5, 2026

Agrishow 2026

A 31ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresentou seu balanço final com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios, volume 22% inferior ao registrado no ano anterior. Os números, que abrangem os setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem, corroboram o diagnóstico de retração já sinalizado pela indústria do setor.

O evento reuniu 197 mil visitantes ao longo de cinco dias, patamar semelhante ao da edição passada, o que, segundo a organização, reforça o papel da feira como vitrine do agronegócio brasileiro. No feriado de 1º de maio, data de encerramento, os portões foram abertos antecipadamente às 7h30 para atender à grande demanda de público.

Os números da feira acompanham a tendência de queda nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno, conforme divulgado na última quarta-feira, 29 de abril, por Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo o executivo, o primeiro trimestre de 2026 registrou retração de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, explicou Estevão.

Em meio ao ajuste do ciclo agrícola, a direção da Agrishow manteve tom de confiança na recuperação do setor. “A Agrishow demonstra, mais uma vez, a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil. Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil”, declara João Marchesan, presidente da feira. “E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vêm do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção de que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, completa.

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