Gelog destaca bom ambiente de trabalho e fórmula contra a escassez de caminhoneiros

Com escola própria de motoristas e clima horizontal, Gelog transforma escassez em vantagem competitiva e mantém talentos por décadas

Por Gustavo Queiroz

- março 6, 2026

A frota da Gelog possui idade média de 5 anos

Com mais de duas décadas de atuação, o Grupo Gelog consolidou sua posição no mercado logístico brasileiro a partir de uma premissa que vai além do discurso, o de investir em pessoas para, então, entregar tecnologia e eficiência operacional. Em entrevista ao portal Frota&Cia, Blancher Sousa, diretor da empresa, detalhou como essa filosofia, aliada a uma visão estratégica de integração de serviços e pioneirismo em sustentabilidade, tem mantido a companhia em posição entre os destaques no setor, transformando desafios logísticos em vantagens competitivas para seus clientes.

Para a Gelog, a tecnologia é fundamental, mas o fator humano é o grande diferencial competitivo. o executivo enfatiza que o investimento em pessoas é a base para um crescimento rentável e para uma prestação de serviço que foge ao padrão do mercado. “Se os colaboradores não entendem a filosofia da empresa e não estão engajados com os nossos objetivos para que consiga desempenhar o melhor papel nas suas atividades, a gente acaba ficando para trás e tendo uma prestação de serviço muito parecida com a dos outros”, afirma Sousa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Blancher Sousa, diretor da Gelog
Blancher Sousa, diretor da Gelog | Foto: Reprodução

Este engajamento é cultivado por um clima organizacional horizontal, onde a hierarquia não impede a proximidade. O diretor destaca a abertura do presidente Adriano Fajardo como um fator que gera sinergia: “Todo mundo tem acesso a ele, todo mundo tem acesso a todos aqui dentro”. Essa cultura é suportada por ferramentas de gestão de pessoas, como programas de treinamento e incentivos a cursos, mas, segundo ele, a essência está no respeito e no aprendizado diário, criando um ambiente onde os colaboradores se sentem parte integrante do negócio.

Escassez de motoristas

A falta de motoristas é um desafio crônico no setor, mas a Gelog desenvolveu uma solução caseira e eficaz. O executivo, com seus 19 anos de casa, observa que a questão vai além do salário. “O que eu acho que segura o motorista, na verdade, é a forma como ele é tratado. Ele tem que ter confiança na empresa onde ele trabalha, equipamentos que estejam em boas condições”, pontua.

Para resolver o dilema do “não contratam porque não tenho experiência e não tenho experiência porque não me contratam“, a Gelog criou uma escola de motoristas, pioneira na Baixada Santista. O programa contrata profissionais com pouca ou nenhuma experiência para atuar como motoristas de manobra interna. Eles adquirem prática na condução de veículos articulados, realizando manobras, ré e posicionamento para carga e descarga dentro do próprio terminal. A partir daí, sobem na carreira e se tornam condutores no transporte porto-terminal, depois de viagem convencional e, por fim, de rodotrem, segmento em que a Gelog possui a maior frota da Baixada Santista. Esse plano de carreira estruturado garante alta retenção de talentos, com profissionais que permanecem na empresa por décadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *