Lançada na Europa, a Thermo King apresentou sua solução para sistemas de refrigeração em reboques, chamada de AxlePower. Essa tecnologia capta energia durante a frenagem ou descida do veículo, armazena-a em baterias e a reaproveita para alimentar a unidade de refrigeração, sem interferir no consumo de combustível do caminhão. Além disso, a transformação digital tem um papel fundamental nesse contexto.
Estudos indicam que falhas na infraestrutura da cadeia de frio podem causar a perda de até 620 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que equivale a 1,8 gigatoneladas de CO₂ anualmente. Paralelamente, aproximadamente 4% das emissões globais de gases de efeito estufa estão ligados a essa cadeia, reforçando a necessidade de métodos mais sustentáveis para conservar e transportar produtos perecíveis.

A Trane Technologies, dona da Thermo King, tem metas ambiciosas de sustentabilidade para 2030, incluindo a redução de 1 bilhão de toneladas métricas de gases de efeito estufa gerados por seus clientes, o equivalente a 2% das emissões mundiais anuais ou ao total liberado por países como França, Itália e Reino Unido.
Outro ponto crucial é a eletrificação da cadeia de frio, que exige ajustes regulatórios para incentivar tecnologias de baixo carbono. Por exemplo, o peso adicional de equipamentos elétricos em veículos não deveria ser somado à carga máxima permitida, evitando que transportadores precisem diminuir sua capacidade de carga para compensar o uso de baterias.
Para acelerar a transição, Cláudio defende que os sistemas de refrigeração elétricos devem ser incluídos nos programas de incentivo da UE para veículos pesados e leves. Com políticas adequadas, o bloco poderia cortar mais de 10 milhões de toneladas de CO₂ por ano apenas no setor de transporte refrigerado.

