Amaggi recebe primeiros caminhões B100 da Scania

Amaggi fechou e recebeu a compra dos primeiros caminhões a biodiesel puro (B100) feitos pela Scania.

Por Victor Fagarassi

- maio 24, 2024

Amaggi

Nesta semana a Amaggi recebeu os primeiros veículos movidos a biodiesel puro (B100). A entrega foi feita em São Bernardo, na fábrica da Scania, mas logo irão começar a rodar em Mato Grosso, sede da Amaggi. Essa é a principal compra de caminhões desse tipo na América Latina para a montadora.

Ao todo, são 101 veículos Euro 6 movidos a B100, sendo 100 do modelo 500 R 6×4 Super e um do modelo 500 R 6×2 Super – este para o transporte do biocombustível para os pontos de abastecimento. Os caminhões têm motores que atendem a nova lei de redução de emissões de poluentes, em vigor desde janeiro de 2023. O lote comprado pela AMAGGI ainda é formado por 250 caminhões 560 R 6×4 Super, que também já começaram a ser entregues.

“A descarbonização é um projeto da AMAGGI dentro de sua estratégia de negócios e de sustentabilidade e esse projeto veio ao encontro da chegada da tecnologia necessária por parte da Scania. A entrega desses caminhões é um marco para a nossa empresa, com o início da operação da frota rodoviária movida a B100”, disse Claudinei Zenatti, diretor de Logística e Operações da AMAGGI (foto).

Biodiesel puro

A adoção do uso do B100, que é produzido pela própria AMAGGI a partir de óleo degomado de soja, integra a estratégia de negócios e de sustentabilidade da empresa com o objetivo de reduzir suas emissões de CO2, compromisso assumido pela companhia contra as mudanças climáticas.

O biodiesel é uma alternativa viável à matriz de combustíveis fósseis, que são mais poluentes. Seu uso traz ganhos diretos ao meio ambiente por diminuir a pegada de carbono: a troca do diesel para o biodiesel deve trazer uma redução de aproximadamente 99% nas emissões de CO2, de acordo com o GHG Protocol.

No Brasil, o biodiesel segue avançando na matriz energética. O percentual obrigatório de adição do biodiesel ao diesel passou a ser de 14% desde abril deste ano, por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para o ano que vem está previsto novo aumento, para 15%.

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