As paradas se devem à queda nas vendas de caminhões após o desempenho recorde do ano passado
O anúncio de férias coletivas na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, não é um movimento isolado. Pelo menos mais duas montadoras, Scania e Ford, também programam paralisações ou diminuem o ritmo nas linhas de produção de caminhõese ônibus, informa o sindicato local.
As paradas se devem à queda nas vendas de caminhões após o desempenho recorde do ano passado. O arrefecimento era amplamente aguardado, já que, no fim de 2011, as transportadoras anteciparam compras com o objetivo de fugir do aumento de preço e custos de manutenção a partir da introdução, em janeiro, da nova norma de emissão de poluentes, a chamada Euro 5.
Na Scania, também instalada em São Bernardo do Campo, está em andamento uma negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sobre a necessidade da paralisação.
Segundo a empresa, as datas ainda não foram definidas, mas a projeção é de dez dias de paradas, sendo que quatro deles devem ser tirados até maio. “Está em negociação uma forma de flexibilidade desses dias, pois não temos saldo de férias disponível, já que em janeiro foram concedidas férias coletivas de 30 dias”, informa a fabricante.
Na linha de produção da fábrica da Ford em São Bernardo, funcionários vão ao trabalho três vezes por semana, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. “Eles estão administrando a produção de caminhões com o banco de horas”, disse o sindicalista
A montadora, no entanto, negou a informação. “A Ford não confirma, neste momento, paralisação em sua fábrica de caminhões e afirma que seu volume de produção está ajustado às condições de mercado.”
Valor Econômico
