De acordo com a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a demanda por fretes para os autônomos caiu cerca de 40%. Além disso, a entidade descartou qualquer movimento de paralisação. Segundo o preseidente da Abrava, Wallace Landim, seria um ato de irresponsabilidade.
“Não temos como apoiar nenhum movimento de paralisação neste momento. Não vamos ser irresponsáveis de usar uma pandemia como moeda de troca para nos beneficiarmos das nossas demandas”, afirmou ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sobre rumores de uma eventual nova greve.
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Landim, conhecido como Chorão, foi um dos principais representantes da categoria na greve de maio de 2018. No entanto, ele pondera que pode ocorrer uma paralisação de caminhoneiros em virtude da queda na demanda por frete. “Se a indústria e o comércio não voltarem a funcionar, pode haver uma paralisação momentânea porque o transportador não irá sair, por exemplo, de Brasília a São Paulo, somente com carga de ida. Portanto, isso pode resultar em um desabastecimento até mesmo de alimentos e bebidas”, explicou.
A Abrava calcula que a demanda por frete rodoviário diminuiu cerca de 40% desde que os Estados impuseram medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. Assim, a maior parte das cargas transportadas no momento, segundo a associação, é de grãos. “Exceto as dificuldades de falta de condições adequadas nas estradas, o escoamento da colheita está acontecendo sem maiores problemas logísticos”.
Além disso, ele destacou que a entidade está em contato com o Ministério da Infraestrutura para resolver os gargalos decorrentes das medidas de quarentena voluntária.
