As duas maiores cidades do país – São Paulo e Rio de Janeiro – estudam congelar e até reduzir as tarifas de ônibus municipais em 2017, segundo informações publicadas hoje (29) no jornal O Estado de São Paulo. No caso de São Paulo, a promessa de campanha do prefeito eleito João Doria (PSDB) conta com o aval do governador Geraldo Alckmin e pode contemplar, também, as tarifas de metrô e trem metropolitano. Já no Rio de Janeiro, o prefeito eleito Marcelo Crivella (PRB) mantém silêncio sobre o assunto, mas seu vice, Fernando MacDowell, indicado para chefiar a Secretaria de Transportes do munícipio não esconde a intenção manifestada durante a campanha eleitoral de reduzir o preço das passagens em até 20%.
Para compensar as perdas com a medida, em especial o aumento dos subsídios, as equipes que assessoram os futuros governantes afirmam existir saídas para isso. Enquanto Fernando MacDowell aposta em uma “reengenharia financeira” para equilibrar a quebra de receitas, São Paulo projeta rever as gratuidades a idosos com menos de 65 anos, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda, entre outras medidas.
Segundo o jornal, estimativas feitas por técnicos da Comissão de Transportes da Câmara Municipal de São Paulo revelam que o congelamento da tarifa de ônibus deve custar cerca de R$ 750 milhões a mais em subsídios pagos pela Prefeitura para a operação do sistema de transporte público municipal. Somente neste ano, a previsão é de que os subsídios superem os R$ 2,5 bilhões. Doria tem dito que vai usar a economia gerada nos cortes de 15% dos contratos com fornecedores da Prefeitura, de 30% dos cargos comissionados e de 35% nas verbas de custeio das secretarias (exceto Saúde, Educação e Segurança) para conseguir cumprir a promessa de campanha.