A gaúcha Vipal Borrachas, empresa de recauchutagem de pneus, concluiu processo de renegociação de R$ 1 bilhão em dívidas com os bancos credores. Itaú, BNB, Bradesco, Banrisul, Credit Suisse e HSBC aceitaram alongar os débitos da companhia por cinco anos. Em contrapartida, a Vipal teve de dar em garantia sua participação de 49% na empresa argentina Fate, que também atua no segmento de pneus.
O advogado Pedro Bianchi, do escritório Felsberg, que intermediou as negociações da Vipal com os bancos, afirmou que muitas empresas que hoje renegociam suas dívidas tiveram as finanças comprometidas por investimentos para expansão dos negócios antes da recessão. Com a crise e o baixo retorno do negócio, agora buscam reestruturação financeira. A Vipal também foi assessorada pelo Banco Plural.
Para os bancos, as renegociações das dívidas têm sido a melhor alternativa do que a opção de as empresas entrarem com pedido de recuperação judicial. Em processo de recuperação, os bancos têm de fazer imediatamente o provisionamento de boa parte dessas dívidas, o que afeta diretamente os resultados das instituições.
Garantias
Uma das exigências dos bancos para levar adiante a renegociação é que as empresas apresentem novas garantias. Essa é uma forma de o banco evitar de fazer provisionamento.
Pelas regras do Banco Central, se uma empresa deixa de pagar um empréstimo por determinado período, o banco precisa fazer provisões escalonadas mês a mês, até chegar a 100%.
Fonte: O Estado de S. Paulo