Defasagem nos fretes alcança 10,14%, aponta a NTC&Logística

Por Freelers

- agosto 10, 2015

O Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística (DECOPE) apontou uma diferença de 10,14%, entre os fretes praticados no transporte rodoviário de cargas e os custos efetivos da atividade. O estudo foi apresentado na última quinta-feira (06), em Florianópolis (SC), durante reunião do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado – CONET –, órgão técnico da entidade, com a presença de mais de 200 empresários do setor de transportes de todo o país.

A defasagem no valor dos fretes rodoviários é baseada no INCT, um índice de custos de referência, assim como o IPCA é para outras generalidades. Segundo o engenheiro Antonio Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC, para estabelecer esse índice muitos insumos foram considerados. Entre esses, ele destaca os dois reajustes do litro do óleo diesel que representaram 7,59% de aumento durante esse ano, o dissídio, com 9% de aumento nos últimos 12 meses, e as despesas administrativas e de terminais, com 2,11% de aumento só em julho. Com base nesses números, a variação média de custos no transporte de carga registrou uma alta de 10,91% para a carga fracionada e 8,01% para a carga lotação nos últimos 12 meses.

“Estamos vivendo o pior dos mundos com a estagnação econômica, e o nosso setor é cruel, porque os insumos quenos afetam são, em sua grande maioria, oligopolizados, do petróleo ao caminhão”, comentou o vice-presidente da NTC, Urubatan Helou. “O único ponto que temos condições de modificar é a gestão da receita e o foco do tipo de carga. O CONET, por meio dos estudos do transporte, é um conclave para mostrar quais são as defasagens tributárias e o que vamos fazer em cada uma de nossas empresas. Nós não ditamos política comercial, mas temos a responsabilidade de identificar em que ponto estão os custos do nosso setor”, afirmou.

Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC, apresentou também no evento o tema “Sistema Tarifário: Das tabelas de frete aos índices referenciais”, retomando os modelos de tabelas de fretes comuns da década de 80 e ressaltando as diferenças das planilhas referenciais de custos atuais. Reis ainda tratou da evolução dos insumos do INCT-L e INCT-F nos últimos 24 meses, dentre eles, os mais impactantes: óleo diesel, arla 32, salários dos motoristas e despesas administrativas e terminais.

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