Mercado brasileiro impulsiona queda nos resultados globais de montadoras

Por Freelers

- abril 29, 2015

O mercado brasileiro foi um dos principais responsáveis por derrubar os resultados globais de mais duas grandes montadoras no primeiro trimestre: a americana Ford registrou um lucro 7% menor, abaixo das expectativas de mercado, e a alemã MAN, que pertence à Volkswagen, teve prejuízo de 10 milhões entre janeiro e março. Ambas creditam o balanço fraco às dificuldades enfrentadas no País.

Ontem (28), a fabricante de caminhões MAN informou que suas vendas no mercado brasileiro despencaram 51% entre janeiro e março. As encomendas caíram 49%. O Brasil, junto a outros países na América Latina, respondeu por cerca de um quinto das receitas da MAN no ano passado.

O desempenho ruim representa um desafio para a Volkswagen, que busca combinar a unidade alemã com a sueca Scania, criando uma fabricante global de caminhões para competir com a líder do setor, a Daimler. A montadora dona da Mercedes-Benz disse ontem (28) que seu lucro global cresceu 16% e suas vendas, 41% no início deste ano. Embora não tenha destacado os dados do Brasil, a companhia afirmou no relatório que espera uma queda significativa na venda de caminhões e ônibus na América Latina ao longo deste ano. No Brasil, a empresa opera com 40% de ociosidade e mantém um programa de corte de funcionários.

“Não há sinais de uma recuperação ainda no Brasil e a situação continua difícil com consequências diretas para nossas atividades de negócios na América do Sul”, disse o presidente executivo da MAN, Georg Pachta-Reyhofen. A MAN teve prejuízo líquido de 10 milhões no trimestre, ante lucro de 28 milhões no mesmo período do ano passado. O lucro operacional teve queda de 50%, para 34 milhões.

Pachta-Reyhofen disse esperar que o mercado brasileiro tenha contração de pelo menos um terço neste ano, mas que poderá começar a se recuperar já no terceiro trimestre. Ele não descartou a chance de a MAN registrar prejuízos no Brasil no ano inteiro.

A MAN é líder de mercado no País em caminhões de mais de 5 toneladas há 11 anos e é uma importante fornecedora de chassis de ônibus e veículos comerciais. A fábrica de Resende (RJ), contudo, opera com jornada e salários de trabalhadores reduzidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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