A VAMOS, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, anunciou a entrega de 100 caminhões convertidos para operar com biometano e gás natural. A transformação foi realizada pela BMB, sua empresa especializada em customização de veículos pesados, e representa um investimento de R$ 150 milhões. Todas as unidades devem ser entregues até o fim do primeiro trimestre deste ano.
Os caminhões modificados mantêm desempenho equivalente ao dos modelos a diesel, mas com redução expressiva nas emissões de gases de efeito estufa e melhor custo operacional. A conversão utiliza motorização e tecnologia da MWM, subsidiária da Tupy. O projeto conta com a participação da Comlurb, responsável pela coleta de resíduos no Rio de Janeiro, e da Força Ambiental, empresa terceirizada que opera os veículos na cidade. Ambas já receberam as primeiras unidades.
A solução técnica inclui motores a biometano e gás natural, sistema de armazenamento de gás e adaptação veicular, garantindo segurança e conformidade com padrões rigorosos.
“Esta parceria reforça nossa visão de entregar soluções completas para a descarbonização do transporte comercial no Brasil”, ressalta Cristian Malevic, vice-presidente da Unidade de Negócios Energia & Descarbonização da Tupy.
A customização da calibração dos motores permite ajustes para diferentes rotas e ciclos operacionais, resultando em menor consumo de combustível, redução de emissões e de custos. Os níveis de emissão já atendem a normas mais restritivas, antecipando futuras exigências ambientais.
Processo de transformação
A conversão é realizada na unidade da BMB em Porto Real (RJ) e envolve:
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Substituição do motor original por motor MWM;
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Adequação do entre-eixo e instalação dos cilindros de armazenamento;
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Desenvolvimento e aplicação de peças de interface;
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Instalação do kit GNV e integração do sistema de controle eletrônico;
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Testes de desempenho e rodagem.
A iniciativa faz parte da estratégia de renovação de frota e inovação sustentável da VAMOS. “Estamos pavimentando o caminho para o transporte do futuro, mais verde, silencioso e eficiente”, conclui Couto.
