A Ultracargo iniciou a operação de recebimento de biodiesel (B100) por modal fluvial no terminal de Vila do Conde, em Barcarena. A mudança altera o fluxo logístico da região ao substituir o transporte rodoviário, com impacto direto nos custos e na eficiência da operação.
O novo modelo foi viabilizado por um projeto de engenharia concluído em 2025, com a implantação de um sistema de pigagem nas linhas do píer. A tecnologia permite a limpeza das tubulações entre diferentes produtos, possibilitando o uso da mesma infraestrutura para biodiesel e diesel S500. Antes disso, o B100 chegava ao terminal apenas por caminhões.
Logística integrada reduz custos no Norte
A operação passa a aproveitar o frete de retorno das embarcações que saem de Vila do Conde rumo a Miritituba e Itaituba transportando combustíveis. Esses comboios, que antes retornavam vazios, agora trazem biodiesel produzido no Mato Grosso, onde o produto tem menor custo.
Segundo a empresa, o modelo segue o conceito de corredores logísticos integrados já adotados em outras rotas, como Itaqui-Palmeirante e Paulínia-Rondonópolis. A estratégia permite reduzir o custo logístico e aumentar a competitividade do abastecimento na região Norte, especialmente no entorno de Belém.
Modal fluvial amplia eficiência operacional
Além da redução de custos, o uso do transporte fluvial contribui para diminuir emissões. Um comboio de balsas pode transportar volume equivalente a cerca de 100 caminhões, com menor impacto ambiental.
O ganho também aparece na operação do terminal. Enquanto o descarregamento de dezenas de veículos pode levar vários dias, o mesmo volume transportado por balsa é processado em menos tempo, aumentando a rotatividade da estrutura.
A expectativa da Ultracargo é ampliar o uso do novo fluxo logístico, consolidando o terminal de Vila do Conde como ponto estratégico para a distribuição de biocombustíveis no Norte do Brasil.
