Transportadores propõem Programa Nacional de Renovação de Frota

Por Freelers

- novembro 26, 2013

Projeto teve apoio de entidades e foi entregue à Casa Civil


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Pela primeira vez na história, as principais entidades envolvidas com o transporte rodoviário de cargas apresentaram, em conjunto, proposta para o estabelecimento do Programa Nacional de Renovação de Frota. O projeto foi entregue à Casa Civil e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, na segunda-feira, 25, em Brasília, DF.
Há décadas são apresentados projetos sobre o assunto ao Governo Federal, oriundos de várias entidades e com modelos diferentes. Nunca, no entanto, todas haviam se reunido em um esforço único e consensual para estabelecer diretrizes básicas da renovação e melhoria da frota brasileira.

Ao todo, dez entidades participaram da elaboração do estudo: Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), CNT (Confederação Nacional do Transporte), Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Instituto Aço Brasil, Inesfa (Instituto Nacional das Empresas de Sucatade Ferro e Aço), NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), Sindinesfa (Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC).

A primeira etapa do programa será destinada à modernização da frota de caminhões. Atualmente a frota nacional possui cerca de 200 mil caminhões com mais de 30 anos de idade. O motivo de tanto caminhão com avançado tempo de uso é a impossibilidade histórica dos autônomos obterem crédito necessário para a renovação de seu instrumento de trabalho. De acordo com a proposta do programa, os caminhoneiros terão a oportunidade de negociar seu caminhão velho, poluente e inseguro, e adquirir um novo ou seminovo.

Um dos principais pilares que norteiam o programa é a segurança: os caminhões antigos representam 7% da frota total de veículos e estão envolvidos em 25% dos acidentes graves. Espera-se, portanto, que o programa reduza drasticamente este índice e evite milhares de mortes todos os anos, além de reduzir os gigantescos congestionamentos devido à quebra ou acidentes, que só em 2012 geraram custos de R$ 4,9 bilhões ao INSS e ao SUS.

O programa também impactará diretamente a melhoria da qualidade do ar, outro importante pilar da proposta. Entre um caminhão antigo, com mais de 30 anos, e um moderno, com as mais avançadas tecnologias de controle de poluentes, há uma redução de 87% nas emissões de carbono, 81% nas de hidrocarbonetos, 86% nas de óxido nitroso e 95% de material particulado. Toda esta evolução contribui e está em linha com a Política Nacional sobre a Mudança do Clima.

Adicionalmente, os caminhões novos – já dentro dos padrões de emissões Proconve P7 – consomem aproximadamente 10% menos diesel que os acima de 30 anos. Como consequência, o Brasil teria uma economia de cerca de R$ 5 bilhões em 10 anos na Balança Comercial, importando menores quantidades deste combustível.

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