Sinergia bem sucedida

Experiência da capital tocantinense no Arena ANTP 2025 mostra a importância da integração entre secretarias para viabilizar o Plano de Mobilidade Urbana

Por Gustavo Queiroz

- dezembro 4, 2025

Luã Henrique Ferreira, diretor de engenharia de tráfego e mobilidade de Palmas, durante a apresentação técnica. – Foto por Valéria Oliveira..

Um case de governança, apresentado por representante da Prefeitura de Palmas (TO), revelou os desafios operacionais e institucionais que envolveram a implementação do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) da cidade. 

A apresentação técnica foi além da simples descrição de metas e projetos. A palestra, apresentada por Luã Henrique Ferreira, diretor de Engenharia de Tráfego e Mobilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade, Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SMMob) de Palmas, focou na metodologia de integração institucional adotada pela gestão, um modelo que envolveu a articulação sistemática entre diversas secretarias municipais, incluindo Infraestrutura, Meio Ambiente e Planejamento, além de órgãos de controle.

Segundo a comunicação técnica, esse desenho de governança compartilhada foi fundamental para evitar a fragmentação de políticas públicas, garantindo que a mobilidade fosse considerada um elemento transversal no planejamento da cidade. Além disso, mostrou-se crucial para criar um ambiente de corresponsabilização, onde diferentes setores da administração atuam de forma sinérgica para a concretização do PlanMob. 

Obstáculos no caminho

O case de Palmas não omitiu as dificuldades inerentes a um processo complexo de implementação de um plano diretor. Ferreira detalhou os principais obstáculos, que incluíram a compatibilização de orçamentos setoriais, a padronização de dados entre diferentes órgãos e a necessidade de capacitação interna para difundir a cultura da mobilidade urbana integrada. As estratégias empregadas para superar esses desafios foram pautadas pela criação de câmaras técnicas interdisciplinares e pela adoção de um sistema de monitoramento e avaliação de indicadores comuns, permitindo o acompanhamento contínuo da evolução do plano.

Ao compartilhar nossos acertos e aprendizados, não apenas contribuímos com outras cidades, mas também abrimos portas para novas parcerias e incorporamos boas práticas que têm o objetivo final claro de elevar a qualidade de vida da população por meio de um sistema de mobilidade mais eficiente, seguro e planejado”, explicou o diretor

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