Sem chuvas, navegação pode ser interrompida na hidrovia Tietê-Paraná

Por André Garcia

- julho 26, 2018

A hidrovia Tietê-Paraná corre o risco de ter suas atividades paralisadas neste ano por duas razões principais: a falta de chuvas e a possibilidade do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) rebaixar o nível do reservatório das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos, principais geradoras de energia da região, o que comprometeria a navegação e o transporte de produtos como soja, farelo de soja e cana de açúcar.

Segundo a Agência CNT de Notícias, a equação funciona assim: os reservatórios precisam de água para produzir energia; sem chuvas, a solução é utilizar mais água do rio para garantir a quantidade mínima no reservatório das usinas. Ocorre, entretanto, que isso causa impacto no nível dos rios e, consequentemente, redução no volume máximo que pode ser transportado nas embarcações. ​

Representantes do setor aquaviário dizem que o limite mínimo possível dos reservatórios seria de 325,4 metros em relação ao nível do mar. Uma queda abaixo desse limite, ainda que favoreça a geração de energia, compromete a navegação. No último dia 19, por exemplo, de acordo com dados do Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial de São Paulo), o nível do reservatório de Ilha Solteira estava em 327,4 metros acima do nível do mar. Esse volume permite que os navios operem com um calado de 3 m de profundidade na hidrovia.

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