A hidrovia Tietê-Paraná corre o risco de ter suas atividades paralisadas neste ano por duas razões principais: a falta de chuvas e a possibilidade do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) rebaixar o nível do reservatório das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos, principais geradoras de energia da região, o que comprometeria a navegação e o transporte de produtos como soja, farelo de soja e cana de açúcar.
Segundo a Agência CNT de Notícias, a equação funciona assim: os reservatórios precisam de água para produzir energia; sem chuvas, a solução é utilizar mais água do rio para garantir a quantidade mínima no reservatório das usinas. Ocorre, entretanto, que isso causa impacto no nível dos rios e, consequentemente, redução no volume máximo que pode ser transportado nas embarcações.
Representantes do setor aquaviário dizem que o limite mínimo possível dos reservatórios seria de 325,4 metros em relação ao nível do mar. Uma queda abaixo desse limite, ainda que favoreça a geração de energia, compromete a navegação. No último dia 19, por exemplo, de acordo com dados do Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial de São Paulo), o nível do reservatório de Ilha Solteira estava em 327,4 metros acima do nível do mar. Esse volume permite que os navios operem com um calado de 3 m de profundidade na hidrovia.
