Resolução do Contran dificulta fiscalização da emissão da fumaça preta

Por Freelers

- dezembro 17, 2013

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Especialistas criticam a decisão do conselho nacional de trânsito

Especialistas criticam a decisão do conselho nacional de trânsito

Após o anúncio da nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor no último dia 27/9, com objetivo de combater a fumaça preta emitida principalmente por caminhões e ônibus antigos, uma série de especialistas em meio ambiente estão fazendo duras críticas. Segundo eles, a emissão de gases por veículos é a principal causa da má qualidade do ar nas grandes cidades, ocasionando na morte de mais de 17 mil pessoas anualmente apenas no Estado de São Paulo.

Além disso, essa nova resolução revoga uma outra, de fevereiro de 1977, que permitia a utilização da escala de Ringelmann para aferição da fumaça preta pelos órgãos municipais responsáveispela fiscalização. Agora, a nova lei obriga o uso apenas do opacímetro para esse fim. O opacímetro, aparelho que mede a quantidade e grau de enegrecimento da fumaça preta, custa cerca de R$ 9 mil por unidade, o que pode inviabilizar a fiscalização em larga escala. Já a escala de Ringelmann permite a identificação visual da emissão, por meio de uma tabela simples e de custo baixo (R$ 2,50 cada).

“Haverá dificuldades operacionais e de instrumentação sérias para a fiscalização com esse veto à escala de Ringelmann”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental) e conselheiro titular no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Fonte.: Portal Transporta Brasil

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