Depois de um semestre de números muito negativos, a Randon registrou, no terceiro trimestre do ano, movimento de retomada dos negócios. Ainda tímida, mas suficiente para a empresa definir o período como ponto de inflexão para um final de ano de intensa atividade. De acordo com Astor Schmitt, diretor de relações com investidores, a elevação do nível de utilização da capacidade instalada permitiu, principalmente, a recuperação das margens. Do prejuízo superior a R$ 4,7 milhões no segundo trimestre, a empresa apurou lucro de quase R$ 13 milhões no terceiro. Mas 79% abaixo do que obtivera emigual período de 2011.
O lucro líquido dos nove meses chegou próximo de R$ 27 milhões, quase 88% inferior ao do mesmo período de 2011. Com isso, as margens finais caíram de 7% para 1,1%. O grupo consolidou receita bruta de R$ 3,8 bilhões até setembro, em queda de 20% sobre igual período de 2011. O mercado interno participou com quase R$ 3,5 bilhão, recuo de 22%. Já as exportações aumentaram 14%, para mais de R$ 384 milhões. Quando computadas em dólar, fecharam em queda de 3,5%, para pouco mais de US$ 198,6 milhões. A receita líquida consolidada fechou em R$ 2,5 bilhões, declínio de 20%.
O segmento de veículos e implementos acumula até setembro R$ 1,259 bilhão de receita líquida, em queda de 18%. Já as fabricantes de autopeças tiveram declínio de 23%, para R$ 1,178 bilhão. Enquanto isto, a atividade de serviços financeiros expandiu a receita em 31%, para mais de R$ 58,3 milhões.
No mercado externo, a diretoria da Randon detectou crescimento de vendas no continente africano e em países da América do Sul não pertencentes ao bloco Mercosul/Chile, basicamente em razão de implementos, produto que apresentou elevação de 4,8%. Além das perdas no Mercosul e Chile, houve recuo de vendas para os Estados Unidos, especialmente em razão de retração em todas as fábricas de autopeças, quase 9% no total.
Segundo o relatório da diretoria, o mercado de veículos rebocados apresenta sinais claros de reaquecimento em razão da expectativa positiva da próxima safra agrícola e da recuperação do setor de serviços, como construção civil. No setor de autopeças, a retomada é mais lenta. A projeção é de que as medidas de estímulo do governo para o setor de caminhões somente tenham impacto mais consistente em 2013.
Jornal do Comércio/RS

