A Pirelli superou, em janeiro, a marca de mais de um milhão de pneus entre os modelos de carro de passeio e caminhões fabricados a partir da sílica extraída das cinzas da queima da casca de arroz, processo sobre o qual a Pirelli é pioneira e possui a patente no País, desde 2009.
A sílica, em geral, substitui o negro de fumo na composição de um pneu, adicionando, ainda, maior resistência a lacerações e menor resistência ao rolamento com consequente menor gasto de gasolina, sem perder as outras prestações.
A fabricante patenteou um processo inovador para extrair a sílica das cinzas provenientes da queima das cascas de arroz.
As vantagens do uso deste tipo de sílica residem na redução da geração de CO2 durante a queima para a obtenção de um quilo de matéria prima, em comparação à sílica de origem mineral, na utilização de uma fonte renovável de matéria prima, na reutilização de um resíduo que iria parar em aterros sanitários e na extração da sílica de outra maneira que não de uma mina de areia, não agredindo, assim, o meio ambiente.
O processo de produção da sílica proveniente das cinzas da casca do arroz é ainda mais ecológico, por vários motivos, dentre eles o reuso de um resíduo que seria descartado no meio ambiente. Para cada quilo de arroz, estima-se a obtenção de cerca de 30 gramas de sílica.
Atualmente, um pneu contém cerca de 20% de materiais provenientes de fontes renováveis, como borracha natural e com esta sílica, Pirelli alcançou em 2014, 23% de uso de material renovável na produção.
