No primeiro dia do CONET&Intersindical, ocorrido nesta quinta-feira (09), em Rio Quente (GO), foram divulgados os resultados da última Pesquisa de Defasagem do TRC. Realizada pelo Decope (Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC), a pesquisa foi apresentada pelo diretor técnico, Neuto Gonçalves dos Reis, e o assessor técnico, Lauro Valdívia, que também revelaram os índices de custos do setor.
O estudo demonstrou que 82% das empresas de transporte avaliaram o ano de 2016 como pior que 2015.
A avaliação reflete o resultado de 84% das transportadoras que viram seu faturamento encolher, em média, 19% devido ao aumento de custos com mão de obra, combustível, pneus, manutenção e despesas administrativas. E, apesar disso, ainda tiveram que conceder descontos nas negociações comerciais para voltar a movimentar seus veículos já que mais da metade da frota (52,8%) ficou parada no pátio.
O ano de 2016 foi difícil para o transportadore, para acompanhar a esperada retomada da economia em 2017, a qual já começa a dar indícios, as empresas deverão recompor suas tarifas, já que a defasagem e os índices apurados pelo Decope/NTC somam 19,28% para carga fracionada, sendo defasagem de 11,77% e INCTF de 7,51%, e 30,21% para a carga lotação, sendo 24,83% de defasagem e INCTL de 5,38%.
Além disso, também se faz necessário que as transportadoras, além de aplicarem a correção e inflação acima, também incluam o GRIS (Taxa de Gerenciamento de Risco) em sua planilha de custos, pois o mesmo estudo mostrou que 79,5% delas não fazem a cobrança desta taxa que é essencial para manter a infraestrutura tecnológica que garante a segurança da carga transportada neste momento em que os índices de roubo de carga sobem a cada mês.
Fonte: Setcesp
