MBRF usa IA para reduzir atrasos e turbinar entregas no Brasil

Projeto-piloto da empresa reduziu em 5% os atrasos em rotas e diminuiu em 7% o tempo de entregas

Por Gustavo Queiroz

- março 4, 2026

MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, passou a utilizar inteligência artificial para otimizar a logística de entregas no Brasil. A empresa desenvolveu uma ferramenta de resequenciamento dinâmico de rotas que já opera em mais de 2,5 mil caminhões da frota responsável pela chamada logística secundária, voltada ao abastecimento de clientes.

Na prática, a ferramenta recalcula trajetos em tempo real com base em variáveis como condições de trânsito, clima, velocidade das vias, jornada do motorista e janelas de recebimento dos estabelecimentos. O objetivo é ajustar a programação durante a própria execução da entrega para reduzir atrasos e aumentar a produtividade.

Os resultados do projeto-piloto, conduzido na Regional Sul, indicam queda de 5% nos atrasos em rota e redução de 7% no tempo total necessário para finalizar as entregas previstas. A empresa também registrou diminuição nas devoluções motivadas por atraso.

Além do ganho operacional, a iniciativa impacta diretamente a rotina dos motoristas, que passam a contar com trajetos mais eficientes para concluir as atividades. A tecnologia foi desenvolvida internamente, com apoio do ecossistema de inovação, para atender às particularidades do negócio.

Com a validação na fase inicial, a MBRF expandiu o uso da plataforma para todas as regionais no país. A expectativa é que, no estágio mais avançado de adoção, a ferramenta proporcione ganho de até 20% no tempo da operação de logística secundária em âmbito nacional. Para a frota leve, a projeção é de redução de custos operacionais a partir do melhor aproveitamento do ciclo dos veículos e da jornada das equipes.

Analisamos oportunidades, desenvolvemos soluções com uso das tecnologias disponíveis e acompanhamos a adoção. A plataforma de resequenciamento de rotas é um avanço que nos dá vantagem operacional significativa”, afirma Antônio Cesco, diretor de Transformação Digital da MBRF.

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