Linha de crédito de R$ 200 milhões do BNDES terá foco em infraestrutura

Por Freelers

- março 31, 2016

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou a criação de uma linha de R$ 200 milhões para incentivar a elaboração de projetos na área de infraestrutura, informou o banco nesta quarta-feira, 30.

Chamado BNDES Pró-Estruturação de Projetos, essa linha vai apoiar financeiramente as consultorias especializadas na estruturação de PPPs (Parcerias Público-Privadas) e concessões de infraestrutura. O foco é a chamada modelagem dos projetos. Isso inclui no caso da concessão de uma rodovia, por exemplo, desde o levantamento da situação atual da estrada e fluxo de veículos, até possíveis impactos ambientais ao formato da cobrança de pedágios.

“Existe potencial grande para incentivar projetos de saneamento, iluminação públicas e concessões em áreas como rodovias, por exemplo”, disse Henrique Amarantes Pinto, superintendente da Área de Estruturação de Projetos do BNDES.

Segundo o banco, as empresas que vencerem as licitações dos governos – União, Estado ou municípios – para elaborar essas propostas de estudos técnicos de projetos de infraestrutura poderão pedir o apoio financeiro do BNDES.

Os investimentos se tornaram um dos vilões da economia no ano passado, ao recuar 14,1% frente ao ano anterior. A queda ocorreu em meio ao conturbado momento e econômico.

Para especialistas, a linha de crédito não vai destravar os investimentos no país em curto prazo, que está mais relacionada a perda de confiança. O apoio financeiro pode, contudo, ajudar a melhor a qualidade de projetos de infraestrutura no futuro.

Cada consultoria poderá receber até R$ 15 milhões pelo projeto. Entre itens a serem apoiados estão recursos humanos (pesquisadores, especialistas e consultores), compra de softwares, bancos de dados e contratação de serviços ou equipamentos especializados.

O banco já tem iniciativas de apoio técnico e financeiro à estruturação de projetos de concessões e PPPs, mas de forma indireta via parcerias com o IFC (International Finance Corporation), Banco Mundial, e Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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