O preço médio do diesel encerrou o mês de agosto em alta nas bombas dos postos brasileiros, influenciado, principalmente, pela volatilidade do preço internacional do petróleo e pela dinâmica cambial. É o que indica a mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), amplo levantamento que consolida o comportamento de preços a partir de transações reais em 21 mil postos credenciados.
Em agosto, a média nacional do diesel comum subiu 0,65% em relação a julho, atingindo R$ 6,19. Já a versão S-10, mais utilizada em frotas modernas, registrou alta um pouco mais acentuada, de 0,81%, fechando o mês com preço médio de R$ 6,22.
De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, a pressão de alta está diretamente ligada a variáveis macroeconômicas externas. “O aumento registrado no diesel em agosto está ligado à influência de variáveis externas que continuam determinantes para a formação dos preços no Brasil. Oscilações no valor do petróleo e no câmbio acabam sendo incorporadas de forma relativamente rápida à cadeia de distribuição, o que ajuda a explicar a elevação observada no período”, analisa.
Análise Regional
A despeito da alta nacional, o comportamento dos preços foi heterogêneo entre as regiões, considerando que o Sudeste liderou o aumento do diesel comum (+1,15%, para R$ 6,14), enquanto o Centro-Oeste teve a maior alta para o S-10 (+1,28%, para R$ 6,34). A região Sul apresentou as médias mais baixas do país, com o comum a R$ 6,00 (alta de 0,67%) e o S-10 a R$ 6,06 (alta de 1,68%). O Norte se manteve como a região com os preços médios mais altos, com diesel comum a R$ 6,76 (mesmo com queda de 0,73%) e S-10 a R$ 6,60 (estabilidade).
Análise Estadual
Em termos do diesel comum, o Acre registrou a média mais alta (R$ 7,59, com queda de 0,26%), enquanto o Paraná teve a mais baixa (R$ 5,97, mesmo com alta de 1,36%). A maior alta percentual foi em Sergipe (+4,06%, para R$ 6,41), e a maior queda, em Roraima (-2,29%, para R$ 7,24).
No que tange o diesel S-10, o Acre também teve a maior média para este derivativo (R$ 7,55, com queda de 0,53%), enquanto Pernambuco registrou a menor (R$ 5,96, com alta de 0,51%). O Paraná viu a maior alta (+1,86%, para R$ 6,02), e o Rio Grande do Norte, a maior queda (-0,81%, para R$ 6,11).
