Infraestrutura do Brasil precisa de US$ 140 bilhões

Por Freelers

- junho 27, 2014

Maior deficiência do país continua sendo a falta de investimentos em transporte
 
Os investimentos em Infraestrutura no Brasil apresentam uma lacuna de US$ 140 bilhões, segundo um relatório divulgado ontem pela agência de classificação de risco Moody´s. A agência compara o Brasil e o México e avalia que, embora ambos tenham registrado elevações e recuos semelhantes no investimento em Infraestrutura desde o início da década de 1970, os dois países apresentam pontos fracos em diferentes setores. 
 
Enquanto no Brasil a maior deficiência de investimentos ocorre no setor de transportes, no México o ponto fraco está na capacidade de produção de energia, afirma a Moody´s no relatório intitulado Brasil e México: lacunas no investimento em Infraestrutura diferem entre os setores. 
 
O documento da agência de classificação de risco aponta ainda que a lacuna de investimentos do Brasil em Infraestrutura é maior do que a verificada no México em percentual do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzido no país). 
 
A Moody´a estima que, no caso brasileiro, a defasagem fique em 6,4 pontos percentuais do PIB, ou US$ 140 bilhões, enquanto para o México a lacuna estimada é de 4,7 pontos percentuais do PIB, o equivalente a US$ 62 bilhões. 
 
Durante os últimos 41 anos (entre 1971 e 2012), o investimento total do Brasil em Infraestrutura foi, em média, de 3,4% do PIB do país, diz o relatório. De acordo com estimativas da Moody´s, apenas em 2012 o investimento total no segmento ficou em cerca de US$ 52 bilhões. 
 
Mas todas as estimativas mostram uma queda significativa no estoque de Infraestrutura em relação ao PIB no Brasil desde o pico nas décadas de 1980/1990, de cerca de 25 a 35 pontos porcentuais , afirma no documento Lúcio Vinhas da Souza, economista-chefe e diretor da Moody´s. 
 
Os aportes mexicanos na Infraestrutura ficaram, em média, em 1,8% no período de 1971 a 2012, com investimento estimado em cerca de US$ 22 bilhões em 2012. 
 
FONTE: ABTC
 
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