Os fretes estão defasados em 14,11%. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística (Decope) com mais de 250 transportadoras. O resultado foi divulgado na última quinta-feira (26) na reunião do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado – CONET –, em Salvador (BA).
“Embora parte do mercado tenha se mostrado sensível às necessidades da recomposição dos fretes, isso não tem efetividade na prática. Prova disso são as dificuldades que as empresas de transporte estão enfrentando para vislumbrar a recuperação de suas margens”, salienta Neuto Gonçalves dos Reis, coordenador do DECOPE.
O setor vem registrando diversas pressões sobre os custos nos últimos anos, entre as principais pode-se citar: aumento das restrições à circulação de veículos nos centros urbanos – barreiras fiscais, ineficiência de terminais de embarcadores, questões trabalhistas e o aumento significativo de exigências operacionais, comerciais e financeiras por parte dos clientes. Somam-se a isso as precárias condições da infraestrutura enfrentadas pelas empresas e a escassez de mão-de-obra qualificada, que registra atualmente uma falta de 106 mil motoristas no mercado.
Fonte: Carga Pesada