As exportações no Rio Grande do Sul começam o ano em alta, com elevação de 8,6% em relação a janeiro de 2011. As vendas externas alcançaram US$ 1,22 bilhão, disseminadas em 21 dos 25 segmentos pesquisados. Em contrapartida, as importações registraram forte queda, de -28,2%, atingindo US$ 734 milhões.
O saldo da balança comercial no Estado foi de US$ 485 milhões, o melhor resultado para a série histórica, em janeiro, desde 1996. “O desempenho exportador gaúcho deve continuar com crescimento moderado ao longo de 2012, em um cenário no qual não ocorra uma piora, além da esperada, na estiagem. O impacto da seca sobre as nossas exportações deve ser maior este ano”, explicou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Müller, ao comentar o resultado da balança comercial, divulgado ontem.
Das vendas externas gaúchas em janeiro, a participação dos produtos industriais dentro deste bolo correspondeu a US$ 1,08 bilhão, ou 88,2% do total arrecadado, um aumento de 8,1% ante o mesmo período do ano passado. “Vale lembrar que a escassez de chuvas não prejudica somente o setor primário, uma vez que existem cadeias da indústria que utilizam essas mercadorias como insumos para a transformação, o que torna o custo de produção mais elevado e, consequentemente, prejudica as exportações”, reforçou o presidente da Fiergs.
Entre os segmentos que mais se destacaram nas vendas industriais no Estado estiveram tabaco (com 76,1% de elevação), veículos automotores, reboques e carrocerias (66,1%) e máquinas e equipamentos (34,7%). Entre as quedas, salienta-se a perda de 100% nas vendas externas do setor de coque e derivados de petróleo. Outros que viram as exportações desabarem foram madeira (-33,3%), couro e calçados (-32,7%) e metalurgia (-25%).
A queda nas importações gaúchas no mês passado está atrelada à retração das compras de bens intermediários (-42%) em função da redução para zero das importações de naftas para petroquímica. Isso pode ser explicado pelo processo de ajustamento dos estoques da Petrobras e da Braskem, que se encontravam elevados em novembro e dezembro do ano passado. Também houve uma redução do grupo de Combustíveis e Lubrificantes (-95,5%), decorrente da queda para zero das compras de petróleo bruto. Esse resultado se deve ao aumento da participação da Petrobras no total da produção nacional de petróleo, de 45% para 60%.
A Argentina ocupou a primeira posição como país que mais comprou do Rio Grande do Sul, um total de US$ 185 milhões, uma diferença de 29% em relação a janeiro do ano passado. Os principais produtos exportados ao vizinho sul-americano foram automóveis, tratores e colheitadeiras. Os Estados Unidos terminaram como o segundo parceiro, com mais 12% (US$ 82 milhões).
Jornal do Comércio – RS
