O primeiro bimestre do ano de 2012 teve o fechamento negativo para o mercado de implementos rodoviários. Ao todo, foram comercializados neste período, 25.712 implementos, o que representa uma quedade 3,23% frente os 26.571 equipamentos vendidos no mesmo período de 2011. “Com a redução, no segundo semestre do ano passado, da fatia financiável por intermédio do Finame (BNDES) de 100% para 70%, a previsão para os resultados era justamente esta, de queda”, afirmou Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários).
Desde o segundo semestre de 2011, os números de comercialização dos equipamentos do setor decaíram. No ano, foram vendidas 190.825 peças. No primeiro semestre, o setor comercializou 108.165, o que corresponde a 57% do total de implementos vendidos, contra o número de 82.660 unidades vendidas no segundo semestre do ano. “Além da limitação de crédito aplicada no segundo semestre de 2011, os empresários e frotistas optaram por investir sua verba na aquisição de caminhões Euro III”, explica Rafael.
No primeiro bimestre de 2012, o segmento que apresentou a maior queda foi o Pesado (Reboque e semirreboque): 5,22%, com a entrega de 7.376 unidades entregues pela indústria, contra 7.782 do mesmo período de 2011. Já o segmento Leve, durante o mesmo período, declinou em 2,41% suas vendas, com 18.336 produtos comercializados, frente aos 18.789 produzidos e vendidos durante o primeiro bimestre de 2011.
Rafael Campos vê com grande preocupação a morosidade do governo perante a concessão de crédito por intermédio do Finame (BNDES). “Não havendo um posicionamento do governo, os investimentos programados poderão não se realizar e até a dispensa de funcionários poderá acontecer”, alerta Campos.
Previsões para 2012
Para 2012, a Anfir traçou dois cenários distintos, que tem em comum a mudança ou não na manutenção da fatia financiável pelo Finame. Caso o governo continue ocioso perante a situação e não altere restaure o financiamento integral propiciado pelo Finam, a entidade estima que o segmento Pesado sofrerá queda nas vendas, em torno de 5% em relação a 2011. Já o mercado de produtos Leve, terá uma queda de cerca de 1% nas vendas. Como um todo, o mercado poderia fechar um ano com um resultado 2,1% negativo.
Já se a parcela financiável pelo Finame retornar a 100%, o segmento Pesado poderá crescer de 2% a 3%, uma vez que o mercado passaria a ter maior estimulo e crédito para adquirir implementos rodoviários. Para o segmento Leve, o crescimento seria mais expressivo: aproximadamente 10% e 12%. Somando os segmentos, o mercado fecharia o ano com cerca de 9,06% de vendas a mais que o totalizado em 2011.
Por Bruno Aurélio, Frota Online
