Em SP, lei de entrega aumenta custo das empresas em 53%

Por Freelers

- março 11, 2013

Entidade busca prazo de adaptação para as transportadoras

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entidade busca prazo de adaptação para as transportadoras

O reforço à Lei da Entrega (13.747, de 2009) de São Paulo – que veio com a Lei estadual 14.951, de 2013, em vigor há um mês – está obrigando as varejistas a se adequar e buscar diálogo com o Procon-SP.

Depois de ser alvo de reclamações de consumidores, WalMart e Nova Pontocom, proprietária dos sites CasasBahia.com.br, Pontofrio.com e Extra.com.br, passaram a adotar a entrega agendada por turno e B2W (Americanas.com e Submarino) deixou de cobrar pelo serviço e se comprometeu a devolver o dinheiro assim arrecadado desde a entrada em vigor da lei, de acordo com o Procon-SP.

“A legislação existe desde 2009. As novas normas vieram para fechar brechas, como a da cobrança para agendamento. As empresas têm se mostrado receptivas ao diálogo, até porque são reincidentes”, diz Renan Serracioli, assessor-chefe do órgão.

Os enfrentamentos anteriores à “nova” lei da entrega já vêm dando frutos, afirma. De 2009 para cá, foram registradas 560 penalidades, com multas somando R$ 50 milhões.

Mas, de 2011 para 2012, os atendimentos referentes a problemas com entrega caíram 16%, passando de 35.062 para 29.186, e o número de queixas com solução já no primeiro atendimento subiu de 60% para 94%, apontando maior atenção das empresas.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM) disse em nota que espera que os órgãos de proteção ao consumidor esperem “pronunciamento final nas ações judiciais” para evitar o caos no comércio eletrônico. A entidade vem tentando influenciar deputados estaduais e federais para flexibilizar a aplicação da norma.

“Não somos contra a lei, mas precisamos de prazo – entre três e cinco anos – para adaptação”, diz Mauricio Salvador, presidente da entidade, que pediu a Andrea Calabi, secretário da Fazenda de São Paulo, ajuda para sensibilizar o governador Geraldo Alckmin.

“Queremos mostrar a ele que a publicação da lei foi um erro. Vamos apostar no diálogo antes de ir à Justiça, a não ser que o Procon comece a multar.”

De acordo com cálculos da ABCOMM, a norma leva a aumento de 125% no prazo médio de entrega na capital e Grande São Paulo, levando-o de 48 para 108 horas. O custo médio subiu 53%, de R$ 13 para R$ 19,89.

Antes da publicação da nova norma, a Fnac conseguiu uma sentença suspendendo a penalidade do Procon, mas o Pontofrio.com (hoje Nova Pontocom), não teve sucesso em ação similar. Para os casos atuais, a percepção é de que o cumprimento da norma é possível, desde que com repasse de preços.

Brasil Econômico

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *