Com recuo de 16,2% em março, varejo tem a maior queda do século

De acordo com a Serasa Experian, o varejo, ou a atividade do comércio recuou 16,2% em março ante fevereiro. A série com ajuste sazonal foi divulgada ontem,

Por André Garcia

- abril 8, 2020

O comércio brasileiro voltou a crescer em setembro. No entanto, desacelerou em comparação ao ritmo demonstrado nos quatro meses anteriores.

De acordo com a Serasa Experian, o varejo, ou atividade de comércio, recuou 16,2% em março ante fevereiro. A série com ajuste sazonal foi divulgada ontem, dia 7. Dessa forma, esta é a maior queda da série histórica do Indicador de Atividade do Comércio da empresa, que acompanha o setor desde 2000.

Todos os setores que compõem o indicador registraram queda na margem. Os destaques foram Veículos, Motos e Peças, com retração de 23,1%, e Materiais de Construção, com queda de 21,9%.

Além disso, tiveram retrações acima dos dois dígitos Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (-19,3%) e Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-16,6%). As menores quedas foram observadas em Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (-8,1%) e em Combustíveis e Lubrificantes (-5,5%).

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De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, setores essenciais tiveram um impacto menor. “Com as pessoas ficando mais em casa e muitas lojas físicas fechadas, cai automaticamente o consumo de itens, principalmente os não essenciais, como Veículos e Materiais de Construção. Na contramão estão áreas essenciais, como Supermercados e Combustíveis, cujo impacto foi menor pelo consumo e necessidade de abastecimento das cidades”.

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Na comparação com março de 2019, as vendas do varejo tiveram retração de 13,7%, com destaque para Veículos, Motos e Peças (-26,3%) e Materiais de Construção (-17,9%). Também nesta base, todos os setores pesquisados tiveram retração: Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (-15,1%), Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-11,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-8,7%) e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (-2,4%).

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