Com alta do combustível e inflação, defasagem do frete chega a 18,7%

A defasagem do valor do frete para transportes rodoviários de cargas no Brasil fechou o primeiro semestre de 2021 em 18,7%. O número reflete uma alta

Por André Garcia

- agosto 6, 2021

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A defasagem do valor do frete para transportes rodoviários de cargas no Brasil fechou o primeiro semestre de 2021 em 18,7%. O número reflete uma alta de quase 5% em relação ao final do ano passado. O acréscimo do valor acontece principalmente pela pressão da alta da inflação ligada ao aumento dos preços de combustíveis, de acordo com a associação NTC&Logística nesta quinta-feira.

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Para a entidade, os movimentos são incomuns, já que a defasagem costuma diminuir no levantamento da metade do ano, uma vez que este já conta com os reajustes do frete solicitados pelas companhias no início do ciclo.

“A defasagem aumentou em função da inflação, principalmente a questão do combustível. Subiu muito neste primeiro semestre e as empresas não conseguiram repassar esses aumentos”, disse à Reuters o assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia.

O comportamento do frete reflete esse cenário, apontando para um reajuste médio de apenas 1,3% no primeiro semestre, conforme a pesquisa da associação. Diante disso, 35% das companhias ouvidas no levantamento disseram esperar que o valor do frete melhore no futuro, contra 31% ao final do ano passado. As expectativas de piora no frete passaram de 20% em dezembro de 2020 para 30% atualmente.

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Há ainda 35% que acreditam que o índice se manterá estável, versus 49% na sondagem anterior. “Temos acompanhado que os números do nosso setor vêm melhorando, depois de um período preocupante no início da pandemia. O que preocupa é a alta da inflação, que vem impulsionando a defasagem dos fretes”, reiterou o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio

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