Cantu revela as etapas do desenvolvimento de um pneu

Desde a ideia inicial até a fase de testes e homologação, a produção de um novo pneu segue um longo ritual que demanda muita tecnologia e incontáveis profissionais

Por Gustavo Queiroz

- abril 28, 2025

Desenvolvimento de um pneu inclui diversas etapas, da pesquisa e desenvolvimento até a homologação final

Cantu revela as etapas do desenvolvimento de um pneuQuando um novo pneu chega ao mercado, poucos imaginam a jornada de meses (ou anos) de pesquisa, tecnologia e ajustes por trás dele. Na Cantu, o processo de desenvolvimento é minucioso e começa, literalmente, com um papel em branco.

Tudo nasce de uma demanda“, explica Alisson Zeni, especialista de Produtos da Cantu. “Pode ser uma lacuna no portfólio, uma tendência de mercado ou até a vontade de introduzir uma tecnologia pioneira. A partir daí, o departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D) inicia um trabalho que combina engenharia reversa, design inovador e testes exaustivos”, complementa.

Alisson Zeni Especialista de Produtos
Zeni: Do papel em branco à estrada: o desenvolvimento de um pneu Cantu passa por benchmarking, design 3D, simulações avançadas e testes extremos antes de chegar ao mercado

A primeira etapa envolve um trabalho de benchmarking e inspiração. Portanto, antes de criar, a equipe estuda os principais concorrentes. “Fazemos engenharia reversa, entrevistamos clientes-chave e identificamos o que o mercado valoriza“, diz Zeni. O objetivo é extrair percepções técnicas e lacunas a serem exploradas. Na sequência, tem início a fase de design do produto. Com dados em mãos, o projeto migra para softwares de modelagem 3D.

Simulações 

A seguir, o desenvolvimento entra na fase de simulações e ajustes em que, antes de produzir protótipos, o pneu é submetido a simulações computacionais. “Analisamos carga, terreno, torque e até pontos de ruptura em softwares de elementos finitos“, explica o especialista. Só após aprovação interna é que o molde é fabricado em parceria com a chinesa Himile Tire Moulds, líder global no segmento.

Os testes formam a quarta etapa de desenvolvimento. Os primeiros protótipos (de 6 a 8 unidades) passam por exames laboratoriais e de campo. “Avaliamos durabilidade, tração e comportamento em condições extremas“, diz Zeni. Paralelamente, buscamos as certificações internacionais do pneu, que variam conforme o país de destino.

Por fim, a quinta e última etapa consiste no acompanhamento pós-lançamento, mesmo após a comercialização do novo produto. “Colocamos pneus como o Gripmaster G-Premium Traction E-4 em situações severas reais, com clientes que os usam de forma intensiva. Isso gera dados para futuras evoluções“, explica o especialista.

Em 2025, a Cantu prepara uma leva de lançamentos, todos seguindo o mesmo rigor. “Cada detalhe, do sulco ao composto de borracha, é pensado para entregar inovação e segurança. Para o consumidor, resta uma certeza: por trás de um pneu, há muito mais que borracha: há ciência”, finaliza Zeni.

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