O mercado brasileiro de caminhões registrou em março de 2026 o emplacamento de 8,8 mil unidades, alta de 31,9% sobre fevereiro, embora ainda 6,2% abaixo do mesmo mês de 2025, reflexo do programa Move Brasil que estimulou a troca de veículos antigos e reduziu o ritmo de queda do acumulado do primeiro trimestre para 21,1% (21,9 mil ante 27,7 mil).
A produção de caminhões atingiu 11,1 mil unidades no mês, crescimento de 42,8% na comparação com fevereiro, mas queda de 5,0% ante março de 2025, com o trimestre encerrando em 25,7 mil unidades, 18,9% inferior a 2025. As exportações de caminhões somaram 1.959 unidades em março, avanço de 50,0% sobre fevereiro e de 9,3% sobre março de 2025, acumulando 4.445 unidades no trimestre, 19,6% abaixo do ano anterior.
No segmento de ônibus, os emplacamentos de março totalizaram 2,4 mil unidades, expressiva elevação de 108,8% frente a fevereiro, porém recuo de 6,8% na base anual, com o primeiro trimestre fechando em 4,7 mil unidades, 20,7% inferior a 2025.
A produção de ônibus alcançou 3.074 unidades em março, alta de 13,7% sobre fevereiro e de 6,7% sobre março de 2025, acumulando 7.597 unidades no trimestre, 5,9% acima de 2025. As exportações de ônibus, contudo, caíram 12,6% ante fevereiro e 53,4% na comparação anual, para 299 unidades, com o trimestre somando 950 unidades, 33,5% abaixo do mesmo período de 2025.
Total
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor automotivo como um todo emplacou 625,2 mil unidades (alta de 13,3% sobre 2025), produziu 634,7 mil unidades (+6,0%) e exportou 99,7 mil unidades (-18,5%), com destaque para os veículos leves (automóveis e comerciais leves) que puxaram o crescimento, enquanto o emprego no setor manteve-se estável em cerca de 110 mil pessoas e a participação de eletrificados nas vendas de leves superou os 15% no mês de março.
