A partir de dezembro o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adotará uma nova metodologia para calcular o conteúdo local de máquinas e equipamentos comprados exigidos em seus financiamentos. Segundo uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, este índice cairá dos atuais 60% para 30%.
Ou seja, uma máquina comprada com recursos do banco precisará ter pelo menos 30% de componentes, serviços e mão-de-obra nacionais. Mas, segundo a reportagem, a metodologia deixará de contemplar apenas as matérias-primas para adicionar algumas características das fabricantes, como esforço em inovação e exportação.
Ao jornal, o superintendente de Planejamento Estratégico do BNDES, Maurício Neves, afirmou que será a maior mudança de regras de conteúdo local da história do banco. Atualmente, os produtos devem ter 60% de matérias-primas nacionais em valor e em peso.
Em um primeiro momento, os produtos atualmente credenciados (são 38 mil, oferecidos por cerca de 4,8 mil empresas) manterão as regras vigentes – de 2015 a 2017 o BNDES fez o recredenciamento destes produtos, levantando os dados necessários para a nova metodologia.
