Ausência do Caminho da Escola impacta resultados da Mercedes-Benz

%%excerpt%% Líder absoluta no mercado brasileiro de chassis para ônibus, a divisão de ônibus da Mercedes-Benz sentiu os efeitos da ausência no Programa Caminho da Escola

Por José Augusto Ferraz

- março 17, 2025

Mercedes-Benz

Líder absoluta no mercado brasileiro de chassis para ônibus, a divisão de ônibus da Mercedes-Benz sentiu os efeitos da ausência no Programa Caminho da Escola, que licitou nada menos que 15.230 veículos em 2024 para uso no transporte escolar. Como era de se esperar, enquanto as marcas vencedoras – leia-se Iveco, Volkswagen, Volare e Agrale – acusaram aumento nos volumes, a Mercedes-Benz apresentou um recuo de 18%, em um mercado que avançou 9,15% no ano. Os emplacamentos da marca da estrela de três pontas totalizaram 9.158 unidades, ante 11.221 chassis licenciados no ano anterior e a participação de mercado caiu de 55% para 41% no período.

Walter Barbosa (foto), vice-presidente de Vendas, Marketing, Peças e Serviços Ônibus da Mercedes-Benz, prefere ver as coisas sobre outro ângulo. “Os números de 2024 consideram os 4.300 ônibus escolares entregues no ano, mas que a marca não participou. Se fizermos uma conta simples e subtrairmos esse montante do total de 22 mil ônibus licenciados, a Mercedes-Benz fecha com 51% de participação. Ou seja, mais da metade de tudo que se vende foi Mercedes-Benz. Então, acho que foi uma boa performance”.

Sonho realizado

Justificativas à parte, Barbosa admite que o período foi muito positivo para a indústria de ônibus no contexto geral, ao alcançar o melhor resultado dos últimos oito anos. Na verdade, segundo ele, era um movimento mais que esperado pelos fabricantes de chassis e carrocerias, que sonhavam com a retomada das vendas. “O que a gente mais queria, sem dúvida, era a estabilização do mercado pós-pandemia e depois o crescimento do setor”, admite.

Não sem motivo, o VP da Mercedes-Benz acredita que 2025 será um ano igualmente bom, podendo oscilar entre 22 a 25 mil unidades licenciadas. “Acredito que o mercado urbano deve alcançar de 8,5 mil a 9 mil chassis emplacados. Embora tenhamos uma taxa de juros hoje de 13,25% com tendência de alta, ainda assim, a previsão é de um PIB positivo. Sem contar uma série de programas governamentais que ainda estão em vigência e vão continuar em 2025, caso do Pacto da Mobilidade,o Fundo Clima e o Refrota”.

Em relação ao rodoviário, Walter Barbosa acredita que o câmbio vai impulsionar o setor.Enquanto o dólar se mantiver na faixa de R$ 5,70 até R$ 6,00 isso estimula bastante o turismo no Brasil. De um lado encarece o preço dos tickets aéreos, o que incentiva o uso do ônibus rodoviário”. Mesma opinião ele tem com o fretamento, que deve crescer junto com o crescimento da indústria e com o crescimento do PIB no país. “Então, vejo um ano positivo de igual para melhor em todos os segmentos de verdade”, conclui o especialista.

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