A Ativa Logística, um dos maiores operadores logísticos do segmento de saúde, beleza e bem-estar do Brasil, com uma frota superior a 1.800 veículos, consolidou uma iniciativa de circularidade operacional que foi reconhecida com o Prêmio ESG do Setcepar na categoria Ambiental. O projeto, intitulado “Base de Valorização Sustentável“, está centrado na restauração e reaproveitamento de pallets PBR, um insumo de alto consumo e custo na operação de transportes.
“A sustentabilidade precisa estar conectada com a sustentabilidade financeira do negócio. O palete é caro e utilizamos muito esse produto. Simplesmente descartá-lo em um aterro não fazia sentido”, destaca Alex Nunes, gerente de Processos e Inovação da Ativa Logística (foto).

Economia reinvestida
Os resultados quantitativos destacam a eficácia do modelo. Em 2024, a Ativa Logística restaurou 80.000 pallets, com uma projeção de superar 110.000 unidades em 2025. Considerando o valor de mercado do palete PBR, a iniciativa gerou uma economia, ou “saving”, próximo a R$ 2 milhões anuais. “Essa economia é reinvestida em novas tecnologias, expansão da capacidade operacional e no próprio ferramental da oficina, criando um ciclo virtuoso interno”, complementa o gerente. Para os resíduos de madeira inservíveis para restauro, a empresa estabeleceu parceria com um reciclador que transforma o material em placas de MDF, garantindo que zero resíduos sejam destinados a aterros sanitários.
O impacto intangível, segundo Alex Nunes, é profundo na cultura organizacional. A oficina também é um hub para reciclagem de estireno (composto químico orgânico) e papelão, e a empresa utiliza canaletas de material reciclado em suas operações. “Isso gera uma percepção de valor no colaborador. Eles replicam esses conceitos em casa, com a família.
O projeto de valorização de paletes prova que inovação de processo, mesmo de baixa complexidade tecnológica, é um pilar fundamental para uma operação logisticamente eficiente, financeiramente sustentável e ambientalmente responsável.
O êxito do projeto transcende os indicadores financeiros e ambientais, consolidando uma mudança de paradigma na gestão de insumos. Nunes enfatiza que a iniciativa se tornou um caso pedagógico interno: “Isso mostrou para toda a organização que eficiência operacional e responsabilidade ambiental não são compensações, mas sim vetores que se reforçam mutuamente. A oficina de reciclagem é um laboratório vivo de economia circular, e seus princípios estão sendo replicados em outros processos, desde a gestão de embalagens até a otimização de rotas para redução de combustível”. Esse modelo demonstra que a verdadeira inovação sustentável frequentemente reside na reengenharia de processos fundamentais, transformando um custo operacional linear em um ciclo de valor regenerativo.
Prova conceitual
Para Alex Nunes, a premiação pelo Setcepar coroa esta trajetória e projeta a Ativa Logística como uma referência setorial. “Ganhar o Prêmio ESG não é sobre um troféu na estante. É a confirmação de que nossa operação está contribuindo para um ecossistema logístico mais resiliente”, explica. Segundo ele, distinção sinaliza para o mercado, para o clientes e colaboradores que a Ativa entende a logística do futuro, que é tecnicamente avançada, mas profundamente consciente de seu papel socioambiental. “Este case do palete é a prova conceitual de que podemos escalar este pensamento para outras frentes, e é assim que pretendemos liderar a evolução do setor”, reflete Nunes.

